SINOPSE: Após a Guerra de Troia, Odisseu (Matt Damon) enfrenta uma perigosa jornada de volta para Ítaca, encontrando criaturas como o Ciclope Polifemo, as sereias, Calipso (Charlize Theron) a deusa Circe (Samantha Morton).

Homero foi um poeta épico da Grécia Antiga, ao qual é atribuído a autoria de “A Ilíada” e “A Odisseia”. Escritos por volta do século VIII a.C., ambos os poemas serviram como base educacional na Grécia Antiga, além de serem são considerados os pilares da literatura ocidental, inspirando outras obras como a “Eneida” de Virgílio e “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões. “A Ilíada” e “A Odisseia” definiram arquétipos que são usados até os dias atuais como: heroísmo, coragem, a relação de medo e respeito entre homens e deuses; apresentou retratos realistas e o protagonismo humano, focando em traços dos personagens como a força bruta e a e busca pela glória do guerreiro Aquiles e a astúcia e resiliência de Odisseu (ou Ulisses, como era chamado no mito romano). Apesar de Homero e seus poemas não terem criados o gênero de fantasia e a jornada do herói, ambas as obras serviram como base para o surgimento deles.

“A Ilíada” narra os acontecimentos durante o décimo ano da guerra de Troia e mostra a ira de Aquiles e sua disputa com Agamemnon, comandante dos exércitos gregos em Troia, e consumada com a morte do herói troiano Heitor (ou Héctor), terminando com seu funeral. O poema teve várias adaptações cinematográficas, sendo a mais conhecida o filme “Troia”, de 2004.

“A Odisseia” narra a perigosa viagem de dez anos de Odisseu para retornar a Ítaca após a Guerra de Troia; onde enfrentou com sua astúcia monstros e a ira de Poseidon, para encontrar sua casa e sua família reféns de pretendentes ao seu trono. O poema que trata do retorno de Odisseu teve vários filmes como: L’Odissea” (1911), “Ulysses” (1954) e “O Retorno” (2024); além de minisséries para televisão como “A Odisseia” (1997), que que assisti no SBT.

Esse ano, chegou aos cinemas “A Odisseia”, adaptação cinematográfica de Christopher Nolan do poema épico homônimo de Homero e seu projeto mais ambicioso.

Antes, é bom que saibam que li “A Ilíada” e “A Odisseia” há muito tempo e de forma bem rasa, já que a estrutura dos poemas não me agradou. Minhas recordações sobre a história de Odisseu vêm da minissérie “A Odisseia”, estrelada por Armand Assante, que foram encorpadas com pesquisas antes de escrever essa resenha.

A primeira coisa que é preciso falar é que vi alguns artigos e reportagens falando que Christopher Nolan adaptou o inadaptável, mas como falei na introdução dessa resenha, “Odisseia” já teve outras produções. Mas entendo de certa forma essa afirmação, devido a escala homérica empregada pelo diretor e roteirista britânico em suas produções mais recentes. E em termos de escala, “A Odisseia” pode ser considerado o maior filme de Christopher Nolan, superando “Tenet”, que eu achava até então, o mais ambicioso do diretor e roteirista.

Christopher Nolan gravou em locações naturais em Marrocos, Grécia, Itália, Islândia e Saara Ocidental para dar vida aos cenários existentes no poema épico. Para recriar Troia, Nolan usou a antiga cidade fortificada de Aït Benhaddou, no Marrocos; onde foi construído um cenário com mais de 60 estruturas cenográficas, sendo as maiores o Tempo de Atena, com 15x26x11 metros (largura x profundidade x altura) e uma versão dos Portões de Troia. Outra locação marroquina foram as praias de Essaouira, onde é encontrado o Grande Cavalo de madeira, com cerca de dez metros de altura.

A região do Peloponeso, na Grécia, foi o local de algumas cenas de “A Odisseia”, como a Praia de Voidokilia, em formato de ômega e águas azul-turquesa; e a Caverna de Nestor para criar o esconderijo do Ciclope Polifermo. O local inclusive é onde, segundo a mitologia, Hermes escondeu o gado roubado do seu meio-irmão, Apolo. Para representar Ítaca, Nolan filmou em Favignana, uma ilha da Sicília, onde no alto de uma montanha, se localiza o Castelo di Santa Caterina, que foi utilizado como o palácio de Odisseu.

A Islândia serviu de cenário para dar vida ao reino de Hades, com as filmagens sendo realizadas nas praias de Hjörleifshöfði, a península de Snæfellsnes, a região de Landeyjahöfn e as praias de areia negra próximas ao rio Markarfljót, durante o fenômeno do Sol da Meia-Noite, que mantém a claridade por quase todo o dia. E a Escócia foi o país escolhido para recriar a ilha de Circe, em Moray Firth; e a ilha dos Lestrigões, na floresta de Culbin.

As travessias marítimas foram filmadas principalmente nas Ilhas Éolias (Itália), na costa de Essaouira (Marrocos) e no litoral de Moray Firth (Escócia), além de tanques reais em estúdios em Malta e Los Angeles. Aqui é válido destacar que apesar de Nolan preferir filmar em locações reais, algumas sequências precisaram ser feitas em estúdio.

Esses vários países e locações utilizados, tornam o próprio filme uma odisseia, mas a os efeitos práticos criados e utilizados em “A Odisseia” demonstram a ambição pela grandiosidade de Christopher Nolan. Além de cenários e artefatos de grandes escalas, como foi dito agora pouco, temos navios reais para as cenas marítimas, como o Draken Harald Hårfagre, com 35 metros de comprimento, 8 metros de largura e uma vela de 260 metros quadrados sendo utilizado para ser a embarcação de Odisseu. O navio estilo viking foi adaptado com ornamentos para se parecer com uma embarcação da era do bronze da Grécia Antiga. Matt Damon e o elenco que deu vida a seus soldados passaram por um treinamento de remo real e marinheiros do navio participaram das filmagens atuando como figurantes no convés.

Na Ilha dos Lestrigões, onde Odisseu e seus soldados enfrentam guerreiros gigantes de armaduras prateadas, foram contratados dublês com mais de dois metros de altura para viver esses seres, enquanto dublês com estatura com cerca de 1,60 metros viviam a legião de Ulisses. Matt Damon declarou que nessas sequências ele era substituído por uma mulher de baixa estatura para criar a ilusão vista.

Porém nada supera duas sequências em termos práticos do que o confronto contra o Ciclope e Circe transformando os soldados de Ulisses em porcos.

Para dar vida a Polifermo, Nolan mandou construir uma marionete de 18 metros de altura e parte dele devorando os soldados é o ator Bill Irwin, mordendo e engolindo miniaturas comestíveis, recheados com sangue cenográfico e esqueletos quebráveis. Para a aparência e forma de agir da criatura, Nolan revelou que se inspirou na pintura “Saturno Devorando um Filho”, de Francisco de Goya; e no Homem Pálido de “O Labirinto do Fauno”, filme de Guilhermo del Toro.

Agora a cena em que Circe transforma os soldados de Odisseu em porcos, realmente me enganou, pois achei que teve uso de CGI. Mas na verdade foram bonecos de tamanho real aos atores que podiam ser moldados, mostrando assim a feiticeira os distorcendo assustadoramente.

Mas por mais que “A Odisseia” tem essa escala homérica, o filme possui uma história mais intimista do que imaginei. E isso graças as mudanças que Christopher Nolan fez em relação ao material original.

Na história que eu lembro e nas pesquisas que eu fiz, “A Odisseia” tem uma intervenção divina maior, seja Atena protegendo Odisseu, seja Poseidon o impedindo de chegar a Ítaca. No filme de Christopher Nolan, sabemos que os deuses gregos existem, seja através de um trovão, no caso de Zeus; ou através das criaturas fantásticas presentes; e no caso de Polifermo, que se declara filho Daquele que Controla os Oceanos.

A presença dos deuses é mais subjetiva, apesar de ainda direcionar os rumos da humanidade, como é o caso da Lei de Zeus, conhecida como xênia, que é o sagrado código de hospitalidade da Grécia Antiga que exigia o acolhimento de viajantes e forasteiros com comida, bebida e abrigo. Essa regra surgiu devido a ideia de que os deuses, e principalmente Zeus, descessem disfarçados à Terra para testar a moral dos homens. A xênia, era um pilar fundamental da civilização grega.

E é justamente a xênia, que rege toda a trama de “A Odisseia” de Nolan. No núcleo de Ítaca temos Penélope e Telêmaco tendo que aceitar os pretendentes da rainha, oferecendo-lhes abrigo, bebida e comida. O problema é que esses pretendentes distorcem ou usam de uma espécie de brecha nessa regra para explorar e oprimir a Rainha e o Principe de Ítaca.

Mas é em Odisseu que a lei de Zeus pesa de forma a causar traumas profundos. E aqui ocorre a mudança mais contundente em relação ao poema épico, pois a dificuldade de Odisseu retornar para sua casa e sua família não reside em deuses irados ou criaturas míticas, mas em sua própria culpa e na sua incapacidade de se perdoar.

O trauma e a culpa de Odisseu são tão grandes que ele pede a Calipso para que lhe dê a flor de Lótus, que possui a propriedade do esquecimento, da amnésia. Então, “A Odisseia” de Nolan deixa de ser o confronto da astúcia e inteligência do personagem contra o poder de Poseidon para se tornar uma história de um soldado, um líder guerreiro sofrendo de uma trauma pós-guerra e culpa avassaladores.

Ao longo do filme, vemos Odisseu lembrando de situações que o fazem se afastar cada vez mais de Ítaca, sendo o ápice, quando ele visita o reino de Hades à procura de Tirésias (James Remar) e acaba falando com Sinon (Eliot Page), que o confronta sobre a mentira e a culpa que o enviaram a morte; e com Agamemnon (Benny Safdie) que dialoga com o protagonista sobre os custos humanos e morais da Guerra de Troia. E é nesse momento que Odisseu sente todo o peso de suas decisões durante a Guerra de Troia, quando ele e sua tripulação são perseguidos pelos milhares de soldados gregos mortos que não tiveram sequer um enterro.

As próprias aparições de Atena (Zendaya) para Odisseu refletem as feridas emocionais abertas dele. No final de “A Odisseia” vemos a destruição de Troia pelo exército de Agamemnon e percebemos que a deusa grega da sabedoria, da guerra, da justiça e das artes não é quem pensávamos.

Essa é uma das mudanças em relação ao poema épico, mas é a que norteia toda a trama de “A Odisseia” de Christopher Nolan. O diretor e roteirista disse que queria uma história mais real sem perder a atmosfera mítica da obra de Homero. E além dele conseguir alcançar seu objetivo, a meu ver ele trouxe uma narrativa de soldados que se perdem psicologicamente e emocionalmente após duras batalhas, às mortes vistas e causadas, e decisões que muitas vezes vão contra seus valores morais; os tornando estranhos para si mesmos e para as pessoas próximas, a ponto de se rejeitar e sentir que será rejeitado até pelos que o amam.

E pesquisando sobre “A Ilíada” e “A Odisseia” descobri que os poemas épicos de Homero fazem uma reflexão profunda dos impactos da guerra nos homens. “A ilíada” trata da fúria e do desgaste físico e emocional dos soldados de ambos os lados, principalmente em conflitos de longa duração; da dor e perda de companheiros; do luto e da devastação humana. “A Odisseia” ao narrar a jornada de volta de Odisseu, demonstra a dificuldade de se reencontrar e de achar a paz e a identidade após anos de violência e perdas brutais, revelando o desafio de abandonar a figura de guerreiro e reintegrar à sua vida familiar.

Ou seja, “A Odisseia” de Nolan não fugiu do rumo narrativo original do poema épico, mas só focou no lado mais humano da obra de Homero e que devido aos elementos fantásticos existentes fica escondido ou até mesmo esquecido. E isso eu posso afirmar, pois eu mesmo pensava assim, muito pela minha experiência de ter visto a minissérie estrelada por Armand Assante, que tinha um foco muito mais na questão homem x deus.

E para dar vida aos personagens, Chistopher Nolan reuniu um dos elencos mais conhecidos, talentosos e premiados que já vi em um filme (na ficha técnica você pode conferir o elenco completo).

Já vamos tirar o elefante da sala e falar de duas escalações em “A Odisseia” que geraram muito nhé nhé nhé. Eliot Page foi especulado pela internet (sempre a internet) que viveria Aquiles, o que gerou reclamação para todo lado. Mas o ator interpreta Sinon, o soldado grego encarregado de avisar os batedores troianos que o Cavalo De Madeira é uma oferenda para Atena, deusa patrona da cidade murada. Apesar de não ter muito tempo em tela, o personagem tem uma importância muito grande para a trama de Odisseu e de Antínoo e dessa forma Eliot Page tem uma participação competente, entregando o que lhe é exigido.

Lupita Nyong’o foi outra escalação que causou muita controvérsia, mas ao contrário de Eliot Page que teve seu nome especulado a Aquiles, teve seu papel confirmado pelo próprio Christopher Nolan. A atriz quênio-mexicana vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “12 Anos de Escravidão”, interpretou as irmãs gêmeas Helena e Clitemnestra, esposas de Menelau e Agamemnon, respectivamente. A minha maior reclamação é não ver muito de Lupita Nyong’o em “A Odisseia”, pois sua participação é bastante reduzida, pois a atriz é uma das mais talentosas do cinema. Aliás, sua participação como Helena é bem apagada, sendo que sua atuação como Clitemnestra, que é menor ainda, tem muito mais importância para o filme, por causa dos eventos desencadeados por ela e por Agamemnon.

E já que falamos no personagem, preciso dizer que Agamemnon é o maior “farmador de aura” do cinema em 2026. Christopher Nolan nunca mostra o rosto de Benny Safdie, ator que vive o comandante das tropas gregas. Isso foi proposital pois Nolan queria criar uma figura de poder intimidadora, implacável, soberana e Inalcançável. Se “A Odisseia” não apresenta os deuses em formas físicas, Agamemon fica muito próximo de uma divindade; com a cena dele entrando em Tróia à frente do seu exército, caminhando calmamente, sem sofrer nenhum ataque, dão essa sensação divina a ele.

Com um elenco tão recheados de atores e atrizes conhecidos e talentosos, fiquei com receio deles acabarem tendo atuações competentes; mas a direção e o roteiro de Christopher Nolan conseguem com que todo esse elenco estelar tenha seu espaço e importância para a trama. Charlize Theron, que interpreta Calipso, uma das personagens com destaque, me pareceu que podia mais, pois sua atuação não conseguiu me transmitir os sentimentos dela em relação à situação de Odisseu. A mesma coisa senti de Matt Damon, que dá vida ao protagonista, e que por mais que esteja muito bem, podia ir um pouco mais além do que mostrou.

Os grandes destaques de “A Odisseia” nesse elenco incrível são Anne Hathaway, como Penélope, que emprega força e resiliência a sua personagem que precisa lidar com a dúvida do luto e uma guerra insidiosa debaixo de seu próprio teto; Robert Pattinson, que interpreta Antínoo, um dos pretendentes ao trono de ítaca, concedendo ao personagem toda a malícia, sordidez e um certo ar de estranheza, que é algo intrínseco do ator.

Agora se existe uma atuação se sobressai sobre todas as demais é a da atriz Samantha Morton, que traz uma Circe que acredita realmente estar fazendo justiça ao transformar os navegantes que chegam a sua ilha em animais. No caso dos soldados de Odisseu, ela os transforma em porcos com a justificativa de que eles estão escondendo sua real natureza. Mas além disso, parece que Circe faz essas transmutações por raiva, como se esse lado animalesco e irracional dos homens a ferisse. E todas essa nuances ficam muito claras na atuação espetacular de Samantha Norton, que já tinha demonstrado seu talento ao viver a Alpha, líder dos Sussurradores em “The Walking Dead”, e que graças a ela, salvou a série por algumas temporadas.

Se eu fosse apostar em indicações às premiações e ao Oscar, que com certeza irão acontecer, Anne Hathaway e Matt Damon devem figurar nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator, e Samantha Morton deve concorrer a Melhor Atriz Coadjuvante.

Para terminar essa longa resenha, preciso falar da trilha sonora de “A Odisseia”. Christopher Nolan chamou o compositor sueco Ludwig Göransson, com quem já tinha trabalhado em “Tenet” e “Oppenheimer” (levando o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por esse último trabalho), para compor a trilha de “A Odisseia”. Através de pesquisas arqueológicas, Ludwig Göransson criou a partitura que mescla instrumentos históricos reconstruídos (como a lira e o aulo) e sintetizadores. Acredito fortemente que o compositor sueco vá concorrer novamente ao prêmio máximo do cinema.

O resultado de tanto trabalho e ambição para produzir “A Odisseia” está sendo recompensado tanto na maioria das críticas positivas, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e 8,5/10 no IMDb (se tornando o filme mais bem avaliado de Christopher Nolan nos dois agregadores); quanto financeiramente, arrecadando US$ 322 milhões, já pagando o custo de produção, avaliado em cerca de US$ 250 milhões, e projetando em torno de US$ 1,3 bilhão ao final do seu período de exibição nos cinemas.

Com “ A Ilíada” e ‘ A Odisseia”, Homero criou obras que atravessam séculos, sendo relevantes até os dias atuais. Não à toa o termo homérico serve para referenciar algo grandioso, épico. E homérico é o melhor adjetivo para “A Odisseia” de Christopher Nolan, mas não somente pelos efeitos práticos incríveis para dar vida a essa história, mas por trazer dentro de um grande espetáculo cinematográfico, um história mais intimista, mais humana sobre o custo emocional da guerra nos homens e mulheres envolvidos.

Por tudo que foi dito nessa resenha, e põe tudo nisso, é que vale muito a pena assistir “A Odisseia”!

Ficha Técnica:

Título Original: The Odissey

Título no Brasil: A Odisseia

Gênero: Épico, Fantasia

Duração: 173 minutos

Diretor: Christopher Nolan

Produção: Emma Thomas, Christopher Nolan

Roteiro: Christopher Nolan

Elenco:

Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Samantha Morton, Zendaya, Charlize Theron, Benny Safdie, Jon Bernthal, John Leguizamo, Bill Irwin, Himesh Patel, Will Yun Lee, Corey Hawkins, Mia Goth, Logan Marshall-Green, Jimmy Gonzales, Andrew Howard, Travis Scott, Elliot Page, James Remar, Elyes Gabel, Jesse Garcia, Rafi Gavron, Shiloh Fernandez, Nick E. Tarabay, Maurice Compte, Michael Vlamis, Iddo Goldberg, Josh Stewart, Ryan Hurst, Anthony Molinari, Jovan Adepo, Sean Avery, Ian Casselberry

Companhias Produtoras: Universal Pictures, Syncopy

Distribuição: Universal Pictures

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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