SINOPSE: Sem o Allspark, Megatron precisa enfrentar a dura realidade: os Decepticons estão presos em Cybertron aguardando a morte. Enquanto isso, perdidos na escuridão do espaço, Optimus Prime e sua equipe embarcam em uma perigosa missão.
Criada por volta dos anos de 1980, “Transformers” é uma linha de brinquedos que ultrapassou as fronteiras e está presente nos quadrinhos, cinema, séries e animações. Altamente lucrativa, a Netflix lançou em 2019 “Transformers – War for Cybertron: O Cerco”, o primeiro capítulo de uma trilogia que mostra os dias finais da guerra em Cybertron entre os Autobots e Decepticons.
Em dezembro de 2020 chegou “Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra”, o segundo capítulo dessa história que explora tanto elementos e eventos clássicos dos Transformers como apresenta novas narrativas.
“Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra” começa com Optimus Prime viajando na Arca em busca do All Spark, que ele mesmo lançou no espaço sideral. Enquanto isso, Megatron tenta manter seu poder e para isso autoriza Shockwave a iniciar um plano que pode destruir de uma vez por todas Cybertron. Mas Elita-1, Jetfire e os remanescentes dos Autobots no planeta não pretendem deixar que as maquinações do líder dos Decepticons sejam concretizadas.
A primeira coisa que vale a pena destacar em “O Nascer da Terra” é o que fiz questão de frisar no primeiro capítulo de “Transformers – War for Cybertron”: o visual clássico dos Transformers. Para os que conheceram os Autobots e os Decepticons somente nos filmes de Michael Bay, não é possível entender a felicidade e o saudosismo de ver Optimus “Fodão” Prime, Megatron, Starscream, Barricade, Ratchet, Shockwave, Ironhide, Wheeljack e tantos outros Transformers da forma que os conheci na década de 1980 em desenhos animados e quadrinhos.
Nesse segundo capítulo da trilogia vamos conhecer Deseesus, um dos últimos remanescentes dos Quintessons, uma raça malévola de alienígenas mecânicos responsáveis por e construir Cybertron e criar os Transformers com objetivos bem específicos: os Autobots eram trabalhadores e servos enquanto os Decepticons proporcionavam diversão a seus mestres como gladiadores que lutariam até a morte. Logo, entendemos a revolução arquitetada por Alpha Trion, Optimus Prime, Megatron e Ultra Magnus.
Os Quintessons apareceram pela primeira vez em “Transformers: O Filme”. Mas além desses seres, “Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra” mostra outros fatos importantes que estão presentes na animação de 1986, como a morte de Optimus Prime, a presença de Galvatron e um vislumbre de Unicron.
Dessa forma os produtores entrelaçam “Transformers – War for Cybertron” com histórias canônicas e importantes da mitologia dos Transformers. A própria presença do All Spark faz conexão com os filmes dirigidos e produzidos por Michael Bay. E esse entrelaçamento entre as mais variadas narrativas são feitas de forma fluída e orgânica, como se essa trilogia animada estivesse planejada desde a produção do filme animado de 1986.
Mas como disse, mesmo apresentando elementos e narrativas clássicas, “Transformers – War for Cybertron” é uma história original, pois apesar da guerra em Cybertron ser citada várias e várias vezes em outras produções, nunca foi mostrada como vemos nessa trilogia animada.
Algo bastante interessante e muito bem trabalhado, é como os produtores de “Transformers – War for Cybertron” moldam as personalidades de Optimus Prime e Megatron. Em “O Cerco” ambos os líderes são mostrados se equilibrando naquela área cinza, onde todas as decisões e atitudes parecem justificáveis, com cada um usando seu ponto de vista e suas convicções para se convencerem que estão certos. Em “O Nacer da Terra” começamos a ver o líder dos Autobots e dos Decepticons como os conhecemos: Optimus Prime como um líder justo, honrado e fodão (em uma luta contra o Scorponok, um dos Autobots diz que tudo está bem pois eles têm Optimus Prime) e Megatron como um tirano cada vez mais ressentido com seu até então irmão, Orion Pax.
O final de “O Nascer da Terra” mostra os Autobots caindo em um planeta povoado por dinossauros. Mas ao dar um zoom em um velociraptor vemos que ele não é bem o que parece ser, mas sim uma espécie de máquina. Para quem conhece os Transformers além dos filmes de Michael Bay, sabe que estou falando de uma das séries animadas mais amadas pelos fãs.
Não há muito mais o que falar de “Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra” a não ser que é uma das melhores coisas feitas nos últimos tempos com a franquia. O capítulo final dessa trilogia promete fortes emoções, principalmente para os espectadores e consumidores de longa data dos produtos dos Transformers.
Vale muito a pena assistir “Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra”!
Ficha Técnica:
Título Original: Transformers – War for Cybertron: Earthrise
Título no Brasil: Transformers – War for Cybertron: O Nascer da Terra
Gênero: Ficção Histórica, Ação, ANimação
Temporada: 2ª
Episódios: 6
Criador: F. J. DeSanto, George Krstic
Produtores: F. J. DeSanto, Ted Biaselli, Kohei Obara, Joerg Bachmaier, Burnie Burns, Matt Hullum
Elenco: Philip Bache, Edward Bosco, Alexander DiLallo, Jake Foushee, Rafael Goldstein, Todd Haberkorn, Danny Hansen, Shawn Hawkins, Sophia Isabella, Kaiser Johnson, Ben Jurand, Georgia Reed, Bill Rogers, Linsay Rousseau, Keith Silverstein, Jimmie Stafford, Frank Todaro, Sean Wright, Jason Marnocha, Mark Whitten, Joe Zieja, Michael Dunn, Adin Rudd, Jonathan Lipow, Michael Schwalbe, Ken Rogers, Alex Taber, Michael Jones, Jay Sanford, Jolene Andersen, Joseph Noughton
Companhias Produtoras: Rooster Teeth, Allspark Animation, Polygon Pictures, Entertainment One
Transmissão: Netflix
