Em 1984, a Hasbro licenciou e unificou as linhas de bonecos produzidos pela companhia japonesa da Takara Tomy, onde veículos se transformavam em robôs: Diaclone e Microman. Para que fossem lançados nos Estados Unidos, a Hasbro contratou a Marvel Comics para criar a história de origem onde os robôs eram descendentes do deus Primus e dividindo-os em Autobots e Decepticons, heróis e vilões respectivamente.

Nascia assim os Transformers.

A franquia se tornou um sucesso em todo o mundo, ganhando outros nichos além dos brinquedos, como filmes e séries animadas; publicações em quadrinhos; mangás; livros; jogos eletrônicos e live-actions.

A história dos Autobots e dos Decepticons como live-actions nos cinemas começou somente em 2007, com “Transformers”, dirigido por Michael Bay e produzido por Steven Spielberg (através da DreamWorks). Desde então, foram sete live-actions.

Para homenagear Peter Cullen, a voz mais icônica de Optimus Prime, líder dos Autobots, que faleceu em 26 de agosto de 2026, aos 85 anos; o Cinemaníacos fez um ranking do pior ao melhor filme live-action dos Transformers.

Então, Autobots, transform and roll out!

7º Lugar – Transformers: O Último Cavaleiro (2017)

SINOPSE: Humanos e Transformers estão em guerra; Optimus Prime (Peter Cullen), desapareceu. A chave para salvar nosso futuro está enterrada nos segredos do passado, na história escondida dos Transformers na Terra. Salvar nosso mundo está nas mãos de uma aliança improvável: Cade Yeager (Mark Wahlberg), Bumblebee (Erik Aadahl), um Lorde inglês (Anthony Hopkins) e uma professora de Oxford (Laura Haddock). Chega um momento na vida de todos quando somos chamados a fazer a diferença. Os caçados serão heróis. Os heróis se tornarão vilões. Apenas um mundo sobreviverá: o deles ou o nosso.

De toda os filmes da franquia dirigidos por Michael Bay, é com certeza o mais caótico, porém o mais ambicioso. Analisando a história de “Transformers: O Último Cavaleiro”, as peças a respeito do núcleo cybertroniano até fazem sentido: um artefato escondido na Terra desde a época do Rei Arthur, cavaleiros robôs para protege-lo, uma entidade robótica alienígena que diz ser a criadora de toda a vida de Cybertron, o papel de Optimus Prime e a revelação de que nosso planeta é na verdade um ser de imenso poder.

Essa expansão da mitologia além de bem-vinda já é material suficiente para preencher o filme. Porém Michael Bay conecta a história dos Trasnformers com a Lenda Arthuriana, criando mais uma subtrama no núcleo humano. Pelo que me lembro de “Transformers: O Último Cavaleiro”, o núcleo humano ocupa bastante espaço na narrativa do filme, deixando a parte dos Transformers com pouco tempo de tela.

Aliás, as minhas reclamações à respeito do núcleo humano serão constantes ao longo dessa lista, já que na minha opinião ele ganha uma importância exagerada.

O resultado de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo é um roteiro confuso e cheio de furos como Megatron voltando à sua forma original sem nenhuma explicação após aparecer como Galvatron no filme anterior; ou Cybertron aparecer inteiro, sendo que ele pareceu ter sido destruído em “Transformers: O Lado Oculto da Lua”.

Mas além de confuso, o roteiro é inchado de subtramas e personagens, fazendo com que alguns sejam desperdiçados, sendo o pior exemplo disso o Nemesis Prime. O marketing do filme focou pesado na versão maligna de Optimus Prime, mas o resultado são pouquíssimos minutos na tela e uma cura apressada.

Essa bagunça é fruto da autonomia que a Paramount deu a Michael Bay, conquistada graças à bilheteria bilionária que ele conseguiu com o filme anterior a esse. Dessa forma a Paramount pensou que se Michael Bay tivesse liberdade para fazer o que quiser, outro bilhão de dólares viria. Porém, o resultado foi um custo de produção de cerca de US$ 200 milhões para uma bilheteria mundial de somente US$ 605 milhões.

Esse resultado comercial foi tão decepcionante para a Paramount, que o estúdio precisou rever o caminho que a franquia deveria seguir; levando a produção do próximo filme.

6º Lugar – Bumblebee (2018)

SINOPSE: Em 1987, Bumblebe (Dylan O’Brien) está escondido como um fusca amarelo aos pedaços e sem condição de uso em no ferro-velho de uma pequena cidade praiana da Califórnia. Encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), às vésperas de completar 18 anos, Bee precisará proteger sua nova amiga, enquanto os Decepticons o caçam com a ajuda de uma agência secreta.

Com o fracasso comercial de “Transformers: O Último Cavaleiro”, a Paramount resolveu rebootar a franquia, fazendo um filme menor e com um dos personagens mais queridos dos Transformers como protagonista.

“Bumblebee” aposta em transformações mais simples e as cenas de luta mais limpas e fáceis de acompanhar, com a sequência inicial, que mostra a batalha em Cybertron, considerada uma das melhores cenas de toda a franquia live-action.

O visual mais fiel aos designs clássicos dos desenhos dos anos 1980 agradou muito os fãs antigos e também serviu para se distanciar do que foi mostrado até então na franquia live-action. Além disso, os Decepticons são a ameaça principal e não somente vilões descartáveis ou sub-chefes para o boss da fase final.

O grande problema é que “Bumblebee” mais parece uma sitcom de uma adolescente que encontra uma criatura e precisa protegê-la do governo/vilões. Algumas pessoas reclamaram também do escopo do longa-metragem que é mais contido, sem as grandes batalhas, destruição de cidades inteiras e não estarmos vendo uma ameaça de nível global.

A ideia de fazer um filme menor é compreensível, depois do fracasso comercial de “Transformers: O Último Cavaleiro”; como também entendo em utilizar o Bumblebee e não Optimus Prime para rebootar a franquia live-action; afinal se as coisas não saíssem como planejado, queimavam um personagem bastante querido, mas não o mais fodão dos Transformers.

E o resultado final gerou US$ 467 milhões nas bilheterias para um custo de produção na casa dos US$ 110 milhões. Um fracasso comercial sim, mas dentro do que era esperado para um filme menor dentro da franquia live-action dos Transformers.

5º Lugar – Transformers: A Era da Extinção (2014)

SINOPSE: Alguns anos se passaram desde o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago e os Transformers passaram a ser caçados pelos humanos, que os enxergam como hostis e perigosos. A Inteligência Americana, chefiada por Harold Attinger (Kelsey Grammer) está usando a tecnologia dos robôs mortos para criar armas superpoderosas e trazer de volta à vida um velho inimigo dos Autobots. Enquanto isso, Cade (Mark Wahlberg) encontra um caminhão abandonado, que na verdade é Optimus Prime (Peter Cullen). Mas o líder dos Autobots está sendo caçado por uma ameaça vinda do espaço.

“Transformers: A Era da Extinção” veio cercado de expectativas, com uma premissa inicial interessante.

A introdução de Lockdown é grande acerto desse filme, pois o vilão principal de “Transformers: A Era da Extinção” é uma presença ameaçadora, talvez a mais ameaçadora de toda a franquia live-action, e se mostra um adversário à altura das habilidades de combate de Optimus Prime.

“Transformers: A Era da Exrtinção” também faz um imenso gesto de carinho aos fãs da franquia ao apresentar, mesmo que só no terço final do filme, os Dinobots. O momento é épico, pois vemos Optimus Prime tendo seu momento fodão mostrando para Grimlock e os demais dinossauros robóticos quem manda.

A entrada de Mark Wahlberg na franquia também pode ser considerada um ponto positivo já que o ator dá uma dinâmica diferente e mais madura em comparação ao histerismo e chatice de Sam Witwicky.

Mas “Transformers: A Era da Extinção” é um caos narrativo, com um roteiro confuso que mistura conspirações governamentais, criadores alienígenas, dinossauros robôs, e muito tempo perdido com o núcleo humano. Aliás tudo que se vê no núcleo humano é desinteressante, com destaque negativo para o drama familiar e o romance que desenrola durante o filme.

Outro ponto negativo é o excesso e prolongamento do Bayhem (combinação do sobrenome de Michael Bay com a palavra inglesa mayhem (caos/tumulto)), palavra que define o estilo cinematográfico característico do diretor; sendo o ápice diss quando a trama chega a Hong Kong e o filme entra em um frenesi que no começo é legal, mas depois de quase uma hora de frenesi ininterrupto, acaba cansando quem está assistindo.

Se por um lado o visual de alguns Transformers ficou incrível, de outros robôs foi bastante criticado, principalmente o de Galvatron. Deve ser por causa de intensas críticas, que o a aparência do Megatron em “Transformers: O Último Cavaleiro”, voltou ao dos primeiros filmes.

Houve muita expectativa criada e por isso “Transformers: A Era da Extinção” arrecadou impressionantes US$ 1,10 bilhões de dólares, tendo custado US$ 210 milhões. Um sucesso comercial, mas um dos piores filmes da franquia live-action. E estou até sendo legal e colocando ele na 5ª posição, pois para uma maioria esmagadora esse é o pior longa-metragem da franquia live-action.

4º Lugar – Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009)

SINOPSE: Dois anos após a batalha entre os Transformers, Autobots e humanos trabalham juntos para destruir os Decepticons restantes. Em uma missão Optimus Prime (Peter Cullen) são advertidos de que “o Fallen se erguerá novamente”. Nos Estados Unidos, Sam Witwicky tenta levar uma vida normal, quando encontra um pedaço AllSpark e ao tocar nele passa a ver símbolos cybertronianos, fazendo com que Autobots e Decepticons passem a procura-lo.

“Transformers: A Vingança dos Derrotados” adapta muitos elementos do cânone da franquia como o Fallen e a história dos Primes; a importância da Matriz da Liderança; e a morte de Optimus Prime, que acontece em um combate entre o líder dos Autobots e três Decepticons: Megatron, Starscream e Grindor. A batalha é espetacular e emocionante e está entre uma das melhores sequências de ação da franquia.

Apesar de interessante o plot de “Transformers: A Vingança dos Derrotados”, o filme peca pelo excesso de importância dada a Sam Witwicky, com seus dramas familiares e amorosos, e outros personagens humanos, que acabam ocupando tempo demais em tela.

O humor apresentado em “Transformers”, é exagerado e cansativo, principalmente nas cenas envolvendo Seymour Simmons e os pais de Sam.

O roteiro, um dos grandes problemas dos dois últimos filmes da franquia dirigidos por Michael Bay, não é tão confuso e cheio de coisas, mas se perde ao dar importância demais ao que não queremos ver (o núcleo humano) e correndo com aquilo que gostaríamos de ver(os Transformers). Dessa forma, toda a história envolvendo Fallen e os Primes anteriores é mostrado rapidamente; bem como as batalhas decisivas entre Optimus Prime, Megatron e o Prime caído, que é resolvido na base de três ou quatro sopapos.

O resultado da bilheteria refletiu o desagrado dos fãs e do público que foi ao cinema assistir “Transformers: A Vingança dos Derrotados”: US$ 836 milhões de arrecadação mundial para um custo de produção de US$ 200 milhões.

Acho que até por isso, o terceiro filme da franquia live-action tenha tomado um rumo totalmente diferente em termos de narrativa, refutando a lógica de que depois de ter Megatron como o grande vilão do primeiro filme, que foi manipulado pelo Prime Caído, antagonista desse longa-metragem; a grande ameaça a seguir deveria ser Unicron, entidade que corrompeu Fallen.

3º Lugar – Transformers: O Despertar das Feras (2023)

SINOPSE: Em 1994, o ex-soldado do Exército dos EUA, Noah Diaz (Anthony Ramos) está fazendo o seu melhor para ajudar a sustentar sua família, quando encontra um Autobot. Enquanto isso, em um museu arqueológico, a pesquisadora Elena Wallace (Fishback), sem saber, aciona um sinalizador alienígena escondido dentro de uma estatueta antiga. Atendendo ao chamado, Noah e os Autobots chegam no momento em que o maligno Scourge (Peter Dinklage) ataca e escapa com um misterioso artefato capaz de convocar Unicron (Colman Domingo), uma entidade de tamanho e força inimagináveis. Mas para enfrentar essa ameaça e evitar a aniquilação da Terra, os Autobots precisarão da ajuda dos Maximals.

Mesmo com a resposta morna de “Bumblebbe”, a Paramount decidiu seguir em frente em seus planos de reboot da franquia live-action. E para esquentar as coisas, resolveu trazer não somente Optimus Prime, mas a sombra ameaçadora de Unicron e os Maximals, uma das animações dos Transformers mais amadas dos fãs.

E o problema reside justamente ao incluir mais um grupo de Transformers. “Transformers: O Despertar das Feras” tem um corte final de 117 minutos, cerca de 30 minutos menos que “Transformers” de 2007, que é o filme mais curto dirigido por Michael Bay. Com uma duração menor, o espaço dado para estabelecer os dramas do núcleo humano, deixou pouco tempo de tela para desenvolver as feras robóticas, com alguns agindo como figurantes no filme. O próprio Optimus Primal aparece muito pouco e sua interação com Optimus Prime, que deveria ser um grande momento, é rápido e mal desenvolvido.

Outro problema são os vilões. Scourge e Unicron se mostram bastante genéricos e não transmitem o sentimento de ameaça que eles deveriam representar. Aliás, Scourge ao longo do filme vai sendo nerfado, pois no primeiro combate contra os Autobots, simplemesnte esfrega a cara deles no chão; mas nos enfrentamentos posteriores, ele acaba só sendo um contratempo para Optimus Prime.

Mas mesmo com um roteiro que corre para apresentar novos núcleos, sacrificando o desenvolvimento da história; vilões genéricos e personagens humanos ganhando mais espaço que deveriam; “Transformers: O Despertar das Feras” está na terceira colocação porque ele apresenta os Transformers em seus visuais clássicos, principalmente os Autobots, que remetem ao design dos brinquedos e animações da década de 1980. Além disso, ao apresentar uma ação mais limpa, com efeitos visuais e lutas mais fáceis de entender. Essa limpeza visual e o design clássico dos Transformers fazem da cena inicial, que mostra a guerra em Cybertron, a melhor sequência de combate de toda a franquia,

Porém, se por um lado “Transformers: O Despertar das Feras” agradou uma grande parcela de fãs de longa-data, por outro, acabou decepcionando as pessoas que adoram o estilo frenético de Michael Bay; resultando em uma bilheteria de US$ 495 milhões para um custo de produção de cerca de US$ 200 milhões.

Esse fracasso comercial, resultou em algumas decisões por parte da Paramount: a de pausar o projeto de crossover entre os Transformers e os G.I. Joe; a de segurar os planos de uma nova trilogia, iniciada por esse filme; e a de desenvolver um novo filme produzido e dirigido por Michael Bay, que deve dar continuidade ao Bayverso dentro da franquia live-action.

2º Lugar – Transformers (2007)

SINOPSE: Uma guerra civil entre os os Autobots e os Decepticons, duas raças alienígenas robóticas, destruíram Cybertron, seu planeta natal, fazendo com que os robôs se espalhassem pelo universo. Megatron (Hugo Weaving), o líder dos Decepticons, vem à Terra em busca da Allspark, mas acaba congelado no Ártico. Décadas depois outros Decepticons chegam à Terra, numa tentativa de encontrar a Allspark. Enquanto isso, o jovem Sam Witwicky (Shia LaBeouf) tem preocupações mais simples: conseguir uma boa nota no colégio, o que lhe garantirá seu 1º carro. Mas o que ele não esperava era que o veículo escolhido, um Camaro antigo, tinha vida própria.

O filme que deu início a tudo. O anúncio do primeiro live-action de Transformers causou um hype gigantesco nos fãs dos robôs vindo de Cybertron. O resultado final dividiu bastante os espectadores com uma fórmula que se repetiria em todos as demais produções dirigidas por Michael Bay.

O primeiro grande acerto foi trazer Peter Cullen para dublar Optimus Prime. Ouví-lo dublando o líder dos Autobots pela primeira vez em um live-action foi nostálgico e empolgante, pois Cullen consegue com sua voz empregar a grandiosidade que é devida ao personagem.

Para levar os Transformers para um live-action, a Industrial Light & Magic (ILM) entregou um trabalho de CGI que impressiona até hoje, com seu fotorrealismo digital absurdo e as transformações cheias de detalhes, que naquele momento, empolgou e empolgaria muitas pessoas. O design de som incrível complementa a parte visual, dando profundidade e impacto nas sequências de ação.

O estilo de Michael Bay é objeto de elogios e críticas, pois ao mesmo tempo que o Bayhem confere às sequências de ação um ritmo frenético; o excesso de cortes rápido e câmeras tremidas durante as lutas tornou difícil entender tudo o que está acontecendo.

A trilha sonora composta por Steve Jablonsky trouxe um tom épico e emocional ao filme. Além disso, faixas de rock da época complementaram perfeitamente a trilha sonora de “Transformers”, com “What I’ve Done”, da banda Linkin Park, se tornando o hino da franquia.

Mas “Transformers” tem sua parcela de problemas que seriam repetidos em todos os filmes dirigidos por Michael Bay. Um já foi mencionado: O Bayhem, estilo de filmagem do diretor torna explosivas e cheias de energia as sequências de ação; porém torna tudo muito confuso, principalmente porque sempre está acontecendo muita coisa nessas horas.

Entretanto, os maiores problemas de “Transformers” e de todo o Bayverso é o humor que muitas vezes quebra completamente o senso de urgência e o excessivo tempo em tela dado ao núcleo humano.

“Transformers” apesar de tudo, afagou carinhosamente os fãs da franquia e conquistou uma parcela de novos adeptos, que queriam ver mais histórias dos Autobots e Decepticons, e toda a mitologia por trás desse conflito. A bilheteria refletiu esse anseio, arrecadando US$ 709 milhões para um custo de produção de US$ 145 milhões.

1º Lugar – Transformers: O Lado Oculto da Lua

SINOPSE: Optimus Prime (Peter Cullen), descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua: a queda de uma espaçonave vinda de Cyberton, comandada por Sentinel Prime (Leonard Nimoy), que desencadeou a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 60. Os Autobots resolvem ir à Lua para resgatar o antigo líder. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego. Sam é abordado por Jerry (Ken Jeong) que trabalhou na NASA durante a corrida espacial e alerta sobre um plano dos Decepticons que tem relação com a nave cybertroniana que caiu na Lua e a tecnologia existente nela.

Todos os filmes live-actions dos Transformers possuem parcelas quase que iguais de erros e acertos; porém, “Transformers: O Lado Oculto da Lua” conseguiu mais acertar do que errar.

Os erros de “Transformers: O Lado Oculto da Lua” são os mesmos de toda a franquia e que quebram o senso de urgência da ameaça global: o humor bobo e muitas vezes colocado fora de hora; e o excessivo tempo de tela dado ao núcleo humano, que trouxe um Sam Witwicky irritante e histérico, sua nova namorada que só serve como apelo sexual, e personagens caricatos ao ponto da bizarrice, como os que foram interpretados por Ken Jeong e John Malkovich.

A premissa inicial de que a corrida espacial dos anos 1960 entre EUA e URSS e a missão Apollo 11 foram desencadeadas devido a queda de uma nave alienígena vinda de Cybertron, conferiu um ar muito interessante de espionagem e segredos corporativos e governamentais. Mas essa linha narrativa, que poderia finalmente dar uma verdadeira importância ao núcleo humano, é rapidamente descartada; dando lugar ao humor bobo e personagens caricatos, irritantes ou descartáveis e que ocupa toda a primeira metade dos 154 minutos de duração de “Transformers: O Lado Oculto da Lua”

O estilo de filmagem de Michael Bay continua sendo um ponto tanto de elogios e como de críticas, mas conferiu à batalha final em Chicago o tom apocalíptico e épico que ela precisava ter. O CGI empregado pela Industrial Light & Magic (ILM) atingiu o ápice na franquia live-action, tornando o confronto final pelas ruas da cidade em uma das sequências de destruição urbana mais bem executadas do cinema de ação. A trilha sonora, composta novamente por Steve Jablonsky se conecta perfeitamente à essas sequências, tornando a ação grandiosa e épica.

Nesse filme fica bastante difícil escolher um grande momento envolvendo Optimus Prime, pois em “Transformers: O Lado Oculto da Lua” sua presença é maior e realmente importante; mas escolho o seu embate final contra Megatron e Sentinel Prime, que mostra porque ele é o fodão entre todos os Transformers.

“Transformers: O Lado Oculto da Lua” recebeu severas críticas, recebendo uma classificação baixa no Rotten Tomatoes e uma nota mediana no IMDb, mas é amplamente elogiado por sua qualidade técnica, sendo considerado o ápice da franquia nesse sentido. O roteiro apresenta os mesmos problemas que se tornariam uma marca registrada negativa dos filmes live-actions, mas entrega bem mais daquilo que queremos ver em um filme dos Transformers: os Transformers.

A comprovação de que “Transformers: O Lado Oculto da Lua” é mais elogiado que criticado reside no fato de que foi o primeiro filme da franquia a ultrapassar a tão sonhada barreira do bilhão de dólares, com uma bilheteria de US$ 1,12 bilhões, sendo o filme de maior arrecadação entre todos os live-actions, para um custo de produção de US$ 195 milhões.

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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