SINOPSE: Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy) conquistou o Trono de Ferro, mas a vitória é amarga. Porto Real está devastada, o apoio popular é frágil e Aegon II (Tom Glynn-Carney) continua vivo e ameaçador. A guerra entre os Negros e os Verdes continua e a Dança dos Dragões escala para grandes confrontos como a Batalha da Goela e as traições em Tumbleton.
Mesmo com o fim de “Game of Thrones”, a HBO continua explorando o vasto universo fantástico criado por George R.R. Martin, com vários projetos em desenvolvimento e outros que se tornaram realidade, sendo “A Casa do Dragão” um deles. A série que mostra a guerra entre os Targaryen, os levando a destruição e o fim do seu reinado sobre os Sete Reinos, chega a sua terceira temporada.
Vou fazer um resumo do que acho que foram os principais acontecimentos da segunda e terceira temporadas e depois digo o que achei delas.
2ª Temporada
Jacaerys (Harry Collett) consegue o apoio de Cregan Stark (Tom Taylor) que enviará dois mil nortenhos para ajudar sua mãe, Rhaenyra. Enquanto ela lamenta a morte do seu filho, Lucerys (Elliot Grihault), Daemon (Matt Smith) entra escondido em Porto Real, sem o consentimento de Rhaenyra, e suborna Queijo (Mark Stobbart), um caçador de ratos, e Sangue (Sam C. Wilson), um guarda da Patrulha da Cidade, para matar Aemond (Ewan Mitchell). Sem encontrá-lo na Fortaleza Vermelha, eles matam o herdeiro de Aegon II (Tom Glynn-Carney) e Helaena (Phia Saban), o bebê Jaehaerys.
Sir Otto Hightower (Rhys Ifans) usa o assassinato de Jaehaerys para enfraquecer a imagem de Rhaenyra e enfraquecer sua reivindicação ao Trono de Ferro. Aegon, captura e mata Sangue e manda enforcar todos os caçadores de ratos da cidade, incluindo Queijo. Contrariado por seu tio, Aegon destitui Otto como Mão do Rei e transfere o título para Sir Criston (Fabien Frankel), que manda Sir Arryk (Luke Tittensor) matar Rhaenyra em Pedra do Dragão. Se passando pelo seu irmão gêmeo, Erryk (Elliott Tittensor), entra nos aposentos da rainha e tenta matá-la. Os irmãos gêmeos lutam e Erryk comete suicídio após matar Arryk.
Sir Criston e Aemond partem para conquistar Harrenhal. Daemon também vai para o castelo destruído com o propósito de formar um exército para os Pretos, e lá, passa a sofrer alucinações. Em Pedra do Dragão, Rhaenyra manda seus filhos, Aegon e Viserys, com ovos de dragão para Pentos, para protegê-los de possíveis retaliações dos Verdes, enquanto sofre pressão de seus conselheiros para que use seus dragões para virar a guerra. Para evitar uma carnificina, Rhaenyra se encontra escondida com Alicent (Olivia Cooke), para pedir que lhe devolva o Trono de Ferro, pois ela é a Prometida da Canção do Gelo e Fogo. A Rainha Viúva não aceita as explicações de Rhaenyra e diz que Aegon é Aquele que salvará os Sete Reinos da escuridão que virá do Norte.
Rhaenyra retorna a Pedra do Dragão decidida em ir para a guerra, enviando Rhaenys (Eve Best) e sua dragão fêmea Meleys para a batalha nas Terras Fluviais. Em Pouso de Gralhas, inicia-se um combate aéreo, onde Rhaenys e Meleys enfrentam Aemond e Aegon, montados nos dragões Vhagar e Sunfyre, respectivamente. O confronto termina com Aegon e Sunfyre gravemente feridos, devido às chamas de Vhagar; e a morte de Rhaenys e Meleys.
Aemond é nomeado Regente dos Sete Reinos, uma vez que Aegon está impossibilitado de reinar devido às graves queimaduras e a “morte” de Sunfyre. Rhaenyra lamenta junto com Sir Corlys Velaryon (Steve Toussaint) a morte de Rhaenys e perda de um dos dragões, vendo a balança da guerra pender a favor dos Verdes. Jacaerys diz que descendentes da sua família poderiam ser encontrados em outras Casas (pois somente quem tem sangue Targaryen pode montar um dragão); mas a busca se mostra infrutífera.
Rhaenyra é informada que o dragão Seasmoke encontrou seu cavaleiro, fazendo com monte sua dragão, Syrax, e parta para ao encontro dos dois. Chegando lá, ela descobre que o cavaleiro de Seasmoke é Addam do Casco (Clinton Liberty), que possui sangue Targaryen, por ser filho bastardo de Corlys. Dessa forma, Rhaenyra reúne outros supostos bastardos Targaryen em Pedra do Dragão para reivindicarem os dragões órfãos, o que enfurece Jacaerys. No final, Hugh (Kieran Bew) é escolhido por Vermithor e Ulf (Tom Bennett) por Silverwing. Nesse meio tempo, Rhaena (Phoebe Campbell), que foi enviada ao Ninho da Águia, encontra Sheepstealer, um dragão selvagem.
Tyland Lannister (Jefferson Hall) consegue a aliança com a Triarquia e sua frota para destruir os navios e a força marítima de Sir Corlys. Daemon é levado ao represeiro de Harrenhal, onde tem uma visão do futuro com o Rei da Noite, Rhaenyra no Trono de Ferro e Daenerys (Emilia Clarke) com seus três dragões. Diante do que viu, Daemon retorna a Pedra do Dragão e jura lealdade a Rhaenyra, pois percebe que ela é a Prometida da Canção do Gelo e Fogo.
Alicent percebendo que Aemond é brutal e fará de tudo para se manter no Trono de Ferro, viaja escondida à Pedra do Dragão, onde oferece entregar Porto Real a Rhaenyra; que exige a cabeça de Aegon.
A temporada termina com a frota de navios de Sir Corlys e os dragões do lado de Rhaenyra partindo para Porto Real.
3ª Temporada
Aegon foge com Larys Strong (Matthew Needham), que alertou que Aemond pretende matá-lo e assumir em definitivo o Trono de Ferro. Em Porto Real, Alicent dá início ao seu plano de entregar Westeros, convencendo Aemond a partir para Harrenhal. Nas Terras Fluviais, Daemon derrota o exército Lannister e ganha novos aliados: Roderick Dustin (Tommy Flanagan) e seus Lobos do Inverno.
A Batalha da Goela começa, onde os numerosos navios da Triarquia atacam a vasta frota de Sir Corlys; que conta com a ajuda de Jacaerys e Baela (Bethany Antonia), montados nos dragões Vermax e Moondancer, respectivamente. Rhaena que se liga a Sheepstealer, parte para a batalha, mas não consegue controlar o dragão selvagem, que passa a atacar qualquer coisa que veja: embarcações de ambos os lados e os dragões de Jacaerys e Baela.
O saldo desse conflito são inúmeras embarcações destruídas; Corlys caindo no mar com armadura completa; Alyn do Casco (Abubakar Salim) matando Shakaro Lohar (Abigail Thorn); Vermax caindo no mar e se afogando; e Jacaerys morto por flechas inimigas.
Baela leva o corpo de Jacaerys para Pedra do Dragão e quando Rhaenyra vê seu filho morto, entra em desespero e culpa todos ao seus redor por isso. Alyn e Addam encontram Corlys vivo, que promete legitimá-los. Rhaena consegue a permissão de Jeyne Arryn (Amanda Collin) para se esconder no Vale. Daemon recebe a notícia da morte de Jacaerys e convence Rhaenyra a tomar o Trono do Ferro. Ela então voa para Porto Real, acompanhada de Daemon, Hugh e Ulf.
Graças a manipulação de Alicent junto a guarda da cidade e Aemond, Rhaenyra toma a cidade sem grandes resistências. Os Mantos Dourados se unem a ela e juntos conquistam a Fortaleza Vermelha. Rhaenyra executa Otto Hightower, que estava preso em uma das celas do castelo; prende Alicent e Helaena e finalmente se senta no Trono de Ferro.
Mas Rhaenyra assume um Reino falido e toma a decisão de confiscar os estoques de comidas dos nobres para serem distribuídos para a população faminta de Porto Real. A Rainha nomeia Hugh e Ulf cavaleiros, mas nega o sobrenome Velaryon a Alyn e Addam. Corlys fica furioso com tal decisão e a confronta por não legitimar seus filhos, jogando na cara dela a bastardia dos próprios filhos dela.
Daemon, com o apoio de Ulf e Hugh, rendem o exército de Ormund Hightower, que como prova de lealdade a Rhaenyra, entrega Daeron Targaryen (Benjamin Evan Ainswort). Porém, quando Alicent é levada para ver seu filho, descobre que Daeron é na verdade um garoto comum. Um tratador de dragões chega a Fortaleza Vermelha machucado e informa que o exército Hightower tomou a cidade de Tumbleton.
Daemon sugere que Rhaenyra tem seis dragões e que pode tomar não só a cidade de Tumbleton, mas todo os Sete Reinos, eliminando Otto Hightower e qualquer outro que não a reconheça como rainha.
Aegon e Larys encontram o corpo de Sunfyre, mas o rei fugitivo se recusa a aceitar que seu dragão está morto. Ormund Hightower prepara suas defesas de um possível ataque de Rhaenyra à cidade, porém fica frustrado ao saber que Aemond sumiu e não virá ajudá-lo com seu dragão; porém mantém seu plano de proliferar a informação de que os filhos da Rainha são bastardos, com o objetivo de enfraquecer ainda mais o controle de Rhaenyra sobre a cidade.
Daemon voa até o Vale para receber ouro de Jeyne Arryn e acaba encontrando Rhaena com Sheepstealer. Uma discussão entre pai e filha tem início, onde Daemon manda Rhaena se esconder, pois Rhaenyra está à procura do cavaleiro do dragão selvagem, pois o culpa pela morte de Jacaerys. Para encobrir Rhaena, Daemon leva o crânio carbonizado de um pastor e diz para a Rainha que pertence ao cavaleiro de Sheepstealer. Em Pouso de Gralhas, Aegon e Larys reencontram Tyland Lanister, que sobreviveu a Batalha da Goela e quer levar o rei para Essos.
Rhaenyra decide mandar Addam e Baela para a região de Harrenhal para localizar Vhagar e Aemond, que estava escondido no castelo e sob os cuidados de Alys (Gayle Rankin).Ela tenta seduzir Aemond e diz que eles podem governar Westeros para sempre, através de seus filhos e ovos de dragão que estão de posse de Alys.
Rhaenyra descobre que Aemond está em Harrenhal e envia Alicent para matá-lo, prometendo libertá-la juntamente com Helaena. Quando a Rainha Viúva chega a Harrenhal, Alys tenta alertar Aemond de que Alicent veio fazer mal a ele; mas é ignorada e acaba sendo envenenado por sua própria mãe.
Daemon retorna ao Vale e pede que Rhaena a ajude a caçar e matar Vhagar como forma de redimir a morte de Jacaerys perante Rhaenyra. Mas são surpreendidos pela chegada da Rainha e Addam, montados em seus respectivos dragões. Ela não aceita a justificativa de que Daemon mentiu para ela para proteger sua filha. Rhaena é capturada e Sheepstealer luta com Syrax, Seasmoke e Caraxes, mas sobrevive.
Aegon decide não fugir para Essos e enfrentar um exército inimigo, mas acaba sendo salvo por Sunfyre, que não tinha morrido, e queima as tropas adversárias. Aegon então parte para Harrenhal e convence a Aemond a jurar fidelidade a ele, procurar Vhagar, e ajudá-lo a recuperar o Trono de Ferro.
Ao descobrir que Aegon está vivo, Rhaenyra abandona a postura conciliadora, prendendo Baela e dispensando Mysaria. Ela reúne Alyn e os soldados sob o comando dele e parte para o Grande Septo de Baelor, onde o Alto Septão se recusa mais uma vez a ungi-la como rainha. Rhaenyra ordena a Alyn que o mate e revela para as pessoas presentes a profecia de Aegon, o Conquistador, afirmando que está destinada a governar e a salvar o reino.
A batalha em Tumbleton começa. Roderick e os Lobos do Inverno escalam as muralhas enquanto Daemon usa Caraxes para destruir o portão da cidade, permitindo a entrada de seu exército. Ulf monta Silverwing e trai Rhaenyra, incendiando as tropas dos Pretos. Ormund também é traído ao ver Ulf queimando a cidade e todos dentro dela e acaba morto junto com Roderick em um desses ataques. Diante da carnificina e da destruição, Corlys convence Daemon a recuar.
Em Porto Real, Rhaenyra recebe a notícia de que Helaena tirou a própria vida ao saltar de uma das janelas da Fortaleza Vermelha.
Considerações
Lendo o resumo das duas temporadas assim parece que “A Casa do Dragão” é tão empolgante como “Game of Thrones”; mas a verdade é que a série que trata da guerra entre os Targaryen é sonolenta, desde seu primeiro ano.
A base para a série é o livro “Fogo & Sangue” e na minha opinião é justamente isso o maior problema de “A Casa do Dragão”. Se ficávamos empolgados vendo os dragões de Daenerys em “Game of Thrones”, imagina vermos um número maior dessas criaturas voando, lançando chamas e lutando entre si? Além disso, eventos importantes e impactantes são transportados, com ou sem alterações, para a série. E ver tudo isso é muito legal!
Mas uma boa história, não importa onde é contada, é composta de bons personagens, e se eles não são bons, não nos cativam, tornando a narrativa pouco inspiradora e atraente. E nesse ponto fundamental que “A Casa do Dragão” falha. Acho que um dos motivos para essa falha é a estrutura apresentada em “Sangue & Fogo”, que não desenvolve os personagens apresentados em suas páginas como os livros de “As Crônicas do Gelo e Fogo”
Os capítulos de “As Crônicas de Gelo e Fogo” são divididos por personagens, com cada capítulo recebendo o nome deles (“Tyrion”, “Arya”, “Jon”, “Daenerys”). Dessa forma, temos um vasto material sobre a forma como cada personagem age, sente e pensa. Já em “Gelo & Sangue”, existe sim descrições sobre os personagens, mas não há um desenvolvimento maior deles como na obra mais famosa de George R.R. Martin. E essa falta de aprofundamento em “Gelo & Sangue” talvez seja o motivo para os personagens em “A Casa do Dragão” me parecerem tão insossos.
O roteiro de “A Casa do Dragão” também não ajuda a construir e apresentar personagens interessantes, não desenvolvendo o que existe no material original ou pior: fazendo cópias baratas de personagens de “Game of Thrones”. O maior exemplo do “copia, mas não faz igual” é Larys Strong que não é somente cópia de Petry Baelish (Aidan Gillen), mas a pior cópia possível do Mindinho de “Game of Thrones”. Ouros exemplos são Otto Hightower que se assemelha a Tywin Lannister (Charles Dance); e Aegon que parece bastante com Joffrey Baratheon (Jack Gleeson).
A grande a maioria dos personagens é insossa e me faz pensar que eles só estão na série por existirem no material original, como por exemplo: Mysaria, Helaena, Jacaerys, Baela, Rhaena, Alys, Daeron. Até mesmo Corlys Velaryon entra nesse balaio de insipidez
Mas nada é mais irritante que a mudança de personalidade de Alicent e Rhaenyra. Para quem não leu “Sangue & Fogo” pode até achar as atitudes das duas personagens aceitáveis, mas para quem leu o livro deve ficar como eu: revoltado com o vitimismo de Alicent e a hesitação constante de Rhaenyra.
Alicent entende que Aegon é o Prometido que salvará Westeros da escuridão, ao ouvir de um Viserys delirante e à beira da morte a Canção de Gelo e Fogo. À partir daí ela mina os esforços de Rhaenyra, até que quando seu filho fica impossibilitado de reinar, tenta assumir o trono. E quando lhe negam isso, se sente vítima por ser mulher; argumento que ela mesmo usou contra Rhaenyra. Então, escanteada por sua família e pessoas próximas, Alicent entra em uma nuvem de autopiedade e autoflagelação.
Mas é Rhaenyra é a personagem que mais me irrita “A Casa do Dragão”. Desde a primeira temporada ela foi enganada, sabotada, subestimada e com vários filhos mortos; e mesmo assim tentou não entrar em guerra contra seus opositores. Na tentativa dos roteiristas e produtores de tentarem tornar Rhaenyra uma Targaryen com valores morais quase inabaláveis, vi uma personagem que mereceu tudo o que aconteceu por sua fraqueza e indecisão.
Porém, após quase três temporadas completas e 25 episódios, Rhaenyra cansada de ser enganada, manipulada e subestimada resolve se tornar a Rainha de Westeros, como seu pai queria, mesmo que para isso, se torne Rhaenyra, A Cruel. Essa virada de chave, que demorou um pouco demais, é bem-vinda pois aproxima a personagem da série da personagem do livro; além de tornar a última temporada de “A Casa do Dragão” mais interessante.
Como disse, “A Casa do Dragão” traz eventos muito importantes e legais que existem em “Sangue & Fogo”. Na segunda temporada temos a incrível luta de Rhaenys e Meleys contra Aemond e Vhagar, e a Semeadura Vermelha, que consistiu em encontrar novos cavaleiros para os dragões sem dono em Pedra do Dragão.
Já a terceira temporada teve três grandes momentos, sendo o primeiro, a Batalha da Goela, que é recriado na escala grandiosa que o livro descreve; porém, sem o peso, sem o impacto que esperava do maior confronto naval da história de Westeros. Talvez a predominância do CGI para recriar esse evento tenha tirado a profundidade dele; mas em defesa, recriar uma batalha naval com a utilização maior de efeitos práticos, aumentaria muito o custo de produção de “A Casa dos Dragões”, que já circula em torno de US$ 200 milhões por temporada.
O segundo grande momento é luta entre Sheepstealer, Syrax, Seasmoke e Caraxes. E simples assim: ver quatro dragões se enfrentando é legal demais!
E o último grande momento da terceira temporada de “A Casa do Dragão” é seu último episódio. A batalha de Tumbleton lembrou muito os grandes confrontos mostrados em “Game of Thrones”, com muitos figurantes reais engrossando as fileiras dos exércitos, efeitos práticos e CGI para mostrar Caraxes e Silverwing destruindo a cidade. O destaque desse confronto é Sir Roderick, que antes de conseguir a tão procurada grande morte, mostrou a Ormund a velha enrabada do Norte.
Mas é a virada de chave de Rhaenyra no último episódio que realmente se mostrou o ponto alto de toda a série, pois traz a personagem para algo mais próximo ao que vi no livro. Além disso, podemos traçar paralelos entre a personagem e Cersei, onde vemos a frieza, a brutalidade e a forma implacável de ambas para resolverem as coisas; e com Daenerys, ao mostrar que somente pelo sangue e fogo é possível um Targaryen reinar.
“A Casa do Dragão” continua sonolenta, pois é necessário bons personagens para segurar o ritmo entre os grandes eventos mostrados. Na falta desses personagens, os longos episódios se mostram arrastados e muitas vezes novelescos. A terceira temporada termina prometendo mais batalhas entre exércitos e dragões, trazendo a derrocada da família Targaryen. Além disso, a virada de chave de Rhaenyra, promete finalmente dar ao personagem o protagonismo necessário e tão aguardado. E quem sabe alguns personagens não sigam esse mesmo caminho?
Para quem é fã de “Game of Thrones” e todo o universo fantástico criado por George R.R. Martin, mesmo com os problemas apresentados, vale a pena assistir a segunda e terceira temporadas de “A Casa do Dragão”.
Ficha Técnica:
Título Original: House of the Dragon
Título no Brasil: A Casa do Dragão
Gênero: Super-Herói, Sátira
Temporadas: 2ª e 3ª
Episódios: 16
Criadores: Ryan Condal, George R.R. Martin
Produtores: Produtores: Ryan J. Condal, Miguel Sapochnik, George R. R. Martin, Vince Gerardis, Casey Bloys, Greg Yaitanes
Diretores: Loni Peristere, Clare Kilner, Nina Lopez-Corrado, Andrij Parekh
Roteiro: Ryan Condal, Sara Hess, David Hancock, Philippa Goslett, Shyam Popat, Zenzele Price, Ti Mikkel
Elenco: Matt Smith, Emma D’Arcy, Olivia Cooke, James Norton, Steve Toussaint, Fabien Frankel, Matthew Needham, Sonoya Mizuno, Tom Glynn-Carney, Ewan Mitchell, Harry Collett, Phia Saban, Bethany Antonia, Jefferson Hall, Abubakar Salim, Clinton Liberty, Phoebe Campbell, Kurt Egyiawan, Freddie Fox, Gayle Rankin, Benjamin Evan Ainsworth, Kieran Bew, Tom Bennett, Joplin Sibtain, Ellora Torchia, Tommy Flanagan, Simon Russell Beale, Dan Fogler
Companhias Produtoras: GRRM, Bastard Sword, 1:26 Pictures Inc., HBO Entertainment
Transmissão: HBO
