Quem me conhece sabe o quanto sou fã e admirador de Stephen King. essa admiração começou quando comprei “O Pistoleiro”, primeiro volume da saga literária “A Torre Negra” e o primeiro livro que li do autor.

Vinte cinco anos depois que li “A Torre Negra”, resolvi revisitar essa saga literária de fantasia. Então, vamos livro a livro acompanhar a busca Roland Deschaim e seu ka-tet pela Torre Negra, ponto central de todo o multiverso de Stephen King.

Uma observação: estou lendo as novas edições lançadas pela editora Suma, mas não entrarei em detalhes sobre elas, pois o que me interessa compartilhar com vocês são minhas impressões sobre a obra máxima de Stephen King.

A Torre Negra: O Pistoleiro de Stephen King

SINOPSE: Mítica, sombria e supostamente inalcançável, a Torre Negra é a obsessão e a única razão de viver de Roland Deschain, o último pistoleiro do outrora grandioso reino de Gilead. Para alcança-la, ele atravessa um deserto implacável seguindo os rastros de Marten, o Homem de Preto, um feiticeiro ardiloso que parece conduzi-lo tanto quanto fugir. Enquanto avança, Roland é assombrado pelas lembranças da queda de seu reino e pelos fantasmas de amigos e amores perdidos ou sacrificados em nome de sua missão. Cada passo o aproxima não apenas de respostas, mas também de escolhas morais extremas, em um mundo decadente onde a honra se tornou relíquia do passado.

“O Homem de Preto fugia pelo deserto e o Pistoleiro ia atrás.”

Assim começa “O Pistoleiro”, primeiro livro da saga “A Torre Negra”. Coloquei o nome dos dois personagens com letras maiúsculas para mostrar a importância deles para essa e outras obras de Stephen King.

Não sei se foi a intenção de Stephen King, mas tenho a sensação que foi em “A Torre Negra” que surgiu a ideia do multiverso do autor, onde várias de suas obras se conectam. E é na figura do Homem de Preto que essa teoria se baseia.

O Homem de Preto é um mago poderoso que tramou a destruição de Gilead, reino dos pistoleiros, através de artimanhas mas principalmente por sua capacidade de se apresentar como outras personas, algo que parece ter sido inspirado em Nyarlatotep. Suas aparições em outros obras de Stephen King podem ser evidentes como Randall Flag em “A Dança da Morte”, nome que inclusive ele usou em “A Torre Negra”, ou se manifestando de forma implícita como Aquele que Caminha por Trás das Fileiras, no conto “A Colheita”.

A minha decisão de mencionar esse personagem iniciando com letras maiúsculas é para reforçar a importância do Homem de Preto nessa saga e em outras obras de Stephen King, o colocando como o maior vilão já criado pelo autor.

Na caçada ao Homem de Preto temos Roland Deschaim, o Último Pistoleiro em sua jornada de vingança contra o mago e sua busca pela Torre Negra. Stephen King costuma criar protagonistas cinzas, porém Roland mesmo com todas suas virtudes é um fdp.

Na caçada ao Homem de Preto temos Roland Deschaim, o Último Pistoleiro em sua jornada de vingança contra o mago e sua busca pela Torre Negra. A inspiração para o personagem veio do personagem vivido por Clint Eastwood em “Homem Sem Nome, faroeste italiano de Sergio Leone. Stephen King costuma criar protagonistas cinzas, porém Roland mesmo com todas suas virtudes é um fdp.

Devido a sua obsessão em matar o Homem de Preto e alcançar a Torre Negra, Roland fará o que for preciso para concretizar tais objetivos, ficando evidente em suas lembranças do passado, onde ele parece ter sacrificado amizades e o amor. E se isso não fosse suficiente, em sua perseguição ele encontra Jake Chambers, de 11 anos, que foi trazido ao mundo de Roland pelo mago e que será decisor na jornada do Pistoleiro.

Após alguns desafios e decisões, Roland finalmente alcança o Homem de Preto e na confabulação deles é revelado que existem mil milhões de universos e que a Torre Negra é o centro de tudo e o suporte desse multiverso. Também ficamos sabendo que o mago teme e serve um dos seres mais poderosos a malignos do Todash, o vazio não-dimensional entre universos, um lugar escuro e perigoso onde vivem criaturas cósmicas e monstros inimagináveis.

Ao final da confabulação, Roland adormece e quando acorda, muitos anos se passaram e o Homem de Preto está morto, sendo apenas uma ossada. Agora o Pistoleiro precisa encontrar três portas e formar um novo ka-tet como parte na sua busca pela Torre Negra.

Com relação à leitura, “O Pistoleiro” tem um começo bastante truncado e confuso, me parecendo que Stephen King não sabia muito bem o que estava fazendo. Mas à partir do encontro de Roland e Jake, a narrativa ganha um ritmo mais seguro e interessante, me prendendo página após página.

O próprio Stephen King declara que o “O Pistoleiro” não é o melhor livro da saga, mas é nele que vemos a criatividade do autor em subverter o gênero literário de fantasia trocando cavaleiros com espadas por pistoleiros com revólveres, em transportar o leitor para um mundo que seguiu adiante onde magia e seres sobrenaturais dividem espaço com homens e tecnologias, onde os personagens são cinzas em busca de redenção, principalmente Roland e sua obsessão pela Torre Negra.

“O Pistoleiro” é o volume mais fraco de toda a saga, mas é nele que alguns alicerces são apresentados e mesmo que seu começo seja truncado e confuso, é essencial para entender muito do que virá a acontecer em “A Torre Negra”.

Ficha Técnica:

Título Original: The Gunslinger

Título no Brasil: A Torre Negra: O Pistoleiro

Autor: Stephen King

Tradutor: Mário Molina

Capa: Comum

Número de páginas: 224

Editora: Suma

Idioma: Português

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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