O ano de 2025 foi marcado por muitas realizações e alegrias, sendo uma delas, o retorno do site do Cinemaníacos após um longo período de inatividade. Falamos sobre séries, games, quadrinhos, livros, porém, são os filmes o carro-chefe do site, seja os que passaram no cinema, tv ou streaming. Esse ano foram quase 50 resenhas falando de longas-metragens.

Como já é uma tradição no Cinemaníacos, chegou a hora de escolhermos os três melhores filmes de 2025. Levei em consideração para o Top 3 a qualidade da produção e o quanto ela me empolgou enquanto a assistia, sendo que esse último fator tem um peso maior, afinal quando assisto tv, leio um livro, jogo um game ou vou ao cinema, meu objetivo é me divertir.

O ano de 2025 trouxe muitas produções cinematográficas boas e interessantes, o que dificultou bastante a escolhe dos três melhores desse ano. Para que minhas escolhas fossem as mais acertadas possíveis, reassisti os candidatos ao Top 3 de Melhores Filmes do Cinemaníacos.

Então, antes de entrar no nosso pódio, preciso destacar dois filmes que poderiam ter entrado, mas que diante dos escolhidos do Top 3 desse ano, me empolgaram um pouco menos, porém, são grandes obras da Sétima Arte.

“Pecadores” ficou muito tempo martelando na minha cabeça se deveria entrar no Top 3, porém ao reassistí-lo, a minha empolgação não foi igual ao que senti quando o vi pela primeira vez. Some isso, ao fato que o terror presente no longa-metragem ainda me parece deslocado da incrível história que foi contada e decidi que ele, infelizmente, não merecia estar no pódio de 2025.

Subestimado e pouco falado em 2025, “Mickey 17” é um ficção-científica com um humor ácido que somente Bong Joon-ho, diretor de “Parasita”, consegue empreender. O filme estrelado por Robert Pattinson além de divertir faz uma dura crítica social ao expor o que sobra para pessoas incapazes, de acordo com a sociedade, fazerem para sobreviver. Divertido e com uma atuação espetacular de Pattinson, esse longa-metragem só não está no Top 3 porque os meus escolhidos me divertiram ou me trouxeram sentimentos mais fortes.

Bom, depois dessa pequena introdução e das breves explicações, vamos ao Top 3 de Melhores Filmes de 2025, segundo o Cinemaníacos.

O primeiro grupo e família da Marvel finalmente chegou aos cinemas da forma que merecia. Fazendo referências às primeiras aventuras do Quarteto Fantástico nos quadrinhos, o filme do MCU introduz o grupo com muita ciência envolvida e a relação familiar tão característica desse grupo de super-heróis. Quase tudo funciona muito bem, mostrando os únicos super-heróis da Terra-828, indo da idolatria total à desconfiança quando precisam enfrentar uma entidade cósmica: Galactus, um ser dotado de poderes imensuráveis.

Fotografia, trilha sonora, atuações, roteiro, direção: todos esses elementos técnicos estão em sincronia, mostrando o cuidado que os responsáveis pelo MCU tiveram em não lascar pela terceira vez com um dos grupos de super-heróis mais importantes da Casa de Ideias.

O grupo de atores escolhidos para viver o Quarteto Fantástico está praticamente entrosado com seus personagens, com uma pequena ressalva para Pedro Pascal que em alguns momentos não consegue dar vida ao Reed Richards que conheço dos quadrinhos. Mas credito isso ao tempo em tela que ele precisa dividir com os demais personagens. Porém nenhuma escolha dos atores e atrizes do filme foi errada e até mesmo a controversa decisão de termos uma Surfista Prateada foi eclipsada.

Toda grande equipe de super-heróis precisa ter um grande antagonista. E o MCU atendeu nossos pedidos e trouxe Galactus com uma fidelidade incrível. A escolha do ator Ralph Ineson foi muito legal, pois o timbre de sua voz trouxe certa imponência ao o Devorador de Mundos.

E o problema de “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” reside justamente nesse personagem. Reassistindo-o, sem a euforia que tinha ao vê-lo pela primeira vez, percebi que eles constroem tão bem essa magnitude que Galactus possui, para no ato final, quando o Quarteto Fantástico o enfrenta, o filme resumir a ele andando por Nova York atrás de Franklin Richards. Tudo bem que ele ignora praticamente todas as investidas do grupo de super-heróis, mas por tudo que o filme mostrou do Devorador de Mundos, ele poderia ter feito muito mais.

O filme que mais queria ver em 2025, é uma homenagem ao legado da Primeira Família da Marvel e com um tom diferente das produções do MCU, mostrando que Kevin Feige e Cia podem fazer algo muito bom fora da fórmula Marvel.

“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” é o nosso 3º melhor filme de 2025.

Quer saber mais sobre esse filme, clique no título para ser direcionado à nossa resenha.

Fui ao cinema para assistir mais uma adaptação de Stephen King, escritor que sou muito fã, esperando assistir pelo menos um bom filme, mas sai da sala de cinema enganado e devastado.

Não esperava muito de “A Longa Marcha” porque o livro escrito por Stephen King com o pseudônimo de Richard Bachman nem é bom, mas o que o diretor Francis Lawrence e o roteirista JT Mollner fazem é criar uma história de drama, violência e amizade poderosa.

O filme começa de forma convencional para uma história de distopia: cinquenta jovens são selecionados para um desafio de caminhar até sobrar um, que ganhará uma fortuna e o direito de escolher o que quiser. As regras basicamente são andar acima de cinco quilômetros por hora e ao receber três advertências por estar abaixo dessa velocidade você recebe o bilhete: um tiro na cabeça.

O problema e a genialidade do filme reside na forma que como as relações de amizade entre alguns participantes da Longa Marcha são construídas. Os diálogos, as formas de agirem, os anseios desses adolescentes são mostrados como algo natural, como se esses personagens pudessem realmente estar passando ao seu lado na rua.

Então à medida que nos importamos com esses personagens, com seus sonhos e esperanças de mudança que o grande prêmio pode trazer, eles são executados de forma fria, trazendo o medo para eles e para nós, já que criamos uma relação afetiva tão poderosa com esses adolescentes que não queremos que mais nenhum morra, mesmo sabendo que isso vai acontecer, até sobrar somente um.

Reassisti ao filme procurando saber se ele realmente merecia estar no Top 3 de Melhores Filmes de 2025, e os sentimentos de alegria e tristeza vieram à tona mais uma vez e novamente ri e chorei com e por eles.

Muitos podem discordar da minha escolha desse filme em relação a outros, mas o que “A Longa Marcha” fez, os sentimentos que ele foi capaz de transmitir foram parecidos com “Nada de Novo no Front”.

Por ser uma surpresa narrativa que evoca sentimentos de amizade, companheirismo, esperança, alegria, dor e tristeza de forma tão poderosa é que “A Longa Marcha” é nosso segundo melhor filme de 2025.

Quer saber mais sobre esse filme, clique no título para ser direcionado à nossa resenha.

O primeiro filme que assisti em 2025 sempre ficou entre meus três melhores do ano. “Nosferatu” é uma verdadeira aula de cinema, tanto para quem gosta da Sétima Arte como eu como para quem o estuda.

Reimaginando o filme de 1922, Robert Eggers usa todo seu talento como diretor, para trazer uma obra-prima do terror e do cinema como um todo. São tantos elementos técnicos utilizados com perfeição que é difícil saber por onde começar.

A fotografia de “Nosferatu” nos transporta para a Alemanha do século XIX com uma fidelidade absurda. É fácil sentir a opulência das famílias ricas bem como a desolação e a solidão dos ambientes abertos mostrados. A iluminação, com seu incrível jogo de sombra e luz e a paleta de cores dão o contraste necessário que o filme precisa. Quando estamos livres da influência do Conde Orlok temos cenas claras e locais iluminados, mas quando o strigoi está presente ou seus poderes estão atuando temos trevas, pouca luz, locais envoltos em sombras.

Os atores e atrizes estão impecáveis e sem a utilização de CGI ou efeitos especiais entregam atuações viscerais, como é caso de Lily-Rose Depp, que na base do puro talento traz uma Ellen atormentada por um pacto com Conde Orlok. É fácil sentir sua tristeza e desamparo por estar sendo assolada por uma força maligna, seja no simples olhar perdido ou marejado, seja nas caretas ou em posições grotescas que a atriz se coloca.

A força que atormenta Ellen devido ao pacto com ela é a cereja do bolo de “Nosferatu”. Conde Orlok não é um vampiro como conhecemos, pois, sua origem não advém da forma clássica como essas criaturas surgem e isso é algo muito bem-vindo. Além disso, a degradação que Orlok causa por existir é espelhada em sua forma grotesca e pútrida.

Conde Orlok é mais um personagem esquisito que entra para o currículo de Bill Skarsgård, que com seu talento e entrega ao mudar voz e forma de se mover, juntamente com a maquiagem incrível, dão vida a um dos mais assustadores monstros de terror do cinema atual.

Por esses motivos que falei até agora e por tantos outros, que esse filme assumiu e nunca saiu do posto que o coloquei desde que o assisti no começo do ano. Revê-lo só confirmou minha decisão e meu carinho por “Nosferatu”, o melhor filme de 2025!

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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