O ano de 2025 foi marcado por muitas realizações e alegrias, sendo uma delas, o retorno do site do Cinemaníacos após um longo período de inatividade. Nesses doze meses, tentamos diversificar (e até conseguimos em alguns momentos), mas um dos pilares de nossas publicações são as séries.

Esse ano assisti a dezenas de séries, sendo que vinte uma delas ganharam resenhas aqui no Cinemaníacos. E agora, chegou a hora de escolhermos as três melhores séries de 2025. Levei em consideração para o Top 3 a qualidade da série e o quanto ela me empolgou enquanto a assistia, sendo que esse último fator tem um peso maior, afinal quando assisto tv, leio um livro, jogo um game ou vou ao cinema, meu objetivo é me divertir.

Admito que esse ano não assisti a tantas séries empolgantes, o que facilitou um pouco minhas escolhas, mas preciso destacar “O Dia do Chacal” que traz uma ótima história de espionagem que te enreda pelas tramas apresentadas e que quase entrou no pódio do Cinemaníacos de 2025. Outro destaque foi a terceira temporada de “Invencível” que trouxe de volta as batalhas sangrentas e os inimigos que levaram Mark Grayson ao limite de seus poderes e resiliência.

E enquanto a temporada final de “Stranger Things”? Bom, vamos deixar essa conversa para depois, mas adianto que ela não merece estar no Top 3 de Séries do Cinemaníacos.

Bom, depois dessa pequena introdução e das breves explicações, vamos ao Top 3 de Melhores Séries de 2025, segundo o Cinemaníacos.

A série que eu tinha mais expectativas esse ano, justamente pela história contada no jogo eletrônico. Some a isso, o excelente trabalho no primeiro ano da série e o cenário estava armado para que a segunda temporada de “The Last of Us” fosse a melhor série de 2025.

Mas o que se viu foi uma sombra da poderosa história contada em um dos games mais premiados de todos os tempos. O carisma que Bella Ramsey conseguiu empregar em Ellie na primeira temporada de “TLoU” não se mostrou presente no segundo ano da série. A atriz balançou entre poucos bons momentos e uma apatia em cena que chegava a incomodar.

A segunda temporada de “The Last of Us” ficou no terceiro lugar de 2025 porque o início avassalador foi incrível ao mostrar porque o mundo ruiu diante dos infectados pelo Cordyceps. Toda a sequência da horda dessas criaturas é pura adrenalina e tensão.

Pedro Pascal continua dando um show interpretando Joel, ficando praticamente impossível dissociar a imagem do ator com o personagem, algo muito parecido com Hugh Jackman e Wolverine. O talento do ator juntamente com cenas bem escritas e construídas entregam com a mesma força do jogo eletrônico o fim trágico de Joel e a emocionante cena dele com Ellie na varanda.

Outro destaque é a entrada de Abby, que mesmo aparecendo somente no começo e no fim da temporada, me impactaram como a personagem no game. A interpretação de Kaitlyn Dever entregou uma interpretação onde era palpável todo o ódio e dor que a personagem sentia. A terceira temporada promete pois deve focar na personagem, e estou muito curioso e ansioso para ver o que veremos, pois Kaitlyn Dever mostrou total capacidade para trazer o arco narrativo arrebatador e trágico de Abby.

Outro motivo para a segunda temporada de “TLoU” estar presente no pódio é o meu apreço e carinho pelo game e pela série, além do fato que mesmo com todos os problemas apresentados, principalmente na narrativa, ainda sim, me diverti assistindo à série.

Por conseguir trazer momentos-chaves com fidelidade narrativa e emotiva, um Pedro Pascal que brilhou novamente como Joel e o acréscimo de uma Abby que pode fazer a série brilhar novamente, “The Last of Us” merece a terceira posição entre as melhores séries de 2025.

Quer saber mais sobre essa série, clique no título para ser direcionado à nossa resenha.

O sucesso de “Alien: Romulus” ressuscitou a franquia dos xenomorfos e fez com que a Disney e a Hulu apostassem em uma série; e assim chegou a primeira temporada de “Alien: Earth”.

Se tornando oito ou oitenta no gosto de quem assistiu a primeira temporada, eu sou do time que amou a primeira temporada de “Alien: Earth”. Uma das maiores dúvidas e reclamações antes da série estrear foi a decisão do criador Noah Hawley em focar na tecnologia androide, mas o que se viu foi um bem-vindo acréscimo à mitologia da franquia, ao revelar que existem três vertentes: os ciborgues (humanos aprimorados), os já conhecidos sintéticos e os híbridos (humanos que tiveram sua consciência transferida para androides).

A premissa dos híbridos visa explorar a busca pela imortalidade, mas claro, que somente para quem possa pagar. Além disso os corpos sintéticos dos híbridos são superiores física e mentalmente a um corpo humano. E para temperar ainda mais essa bagunça: esses corpos sintéticos superiores possuem a consciência de crianças.

No meio dessa situação, temos uma guerra de megacorporações que resulta na queda da nave Maginot na Terra, que trazia as espécies alienígenas mais mortais do universo conhecido, sendo uma delas, o xenomorfo. Dessa forma, uma questão fica no ar: desde quando a Weyland-Yutani tem conhecimento dessa raça alienígena, já que “Alien: Earth” se passa antes de “Alien: O Oitavo Passageiro”?

O xenomorfo mostrado em “Alien: Earth” é brutal e violento, muito além do que vemos em outros filmes da franquia. Mas os outros alienígenas também são interessantes e perigosos, sendo o Ocellus o mais interessante da carga da Maginot. Dotado de uma inteligência avançada, a criatura é capaz de arquitetar planos e estratégias com o objetivo de sobreviver.

Destaque para Timothy Olyphant, que interpreta o androide Kirsh. A falta de expressividade que o ator dá ao sintético contrasta com o que parece ser desejos e objetivos que vão além da sua programação.

O final da temporada mostra alienígenas fugitivos, megacorporações em guerra e híbridos conscientes de sua superioridade em relação aos humanos, sendo que um deles consegue se comunicar e controlar xenomorfos.

Audaciosa e inventiva, sem perder de vista o cânone da franquia, “Alien: Earth” é nossa medalha de prata de 2025.

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Falar que não tinha expectativas por essa série seria mentira, mas não estava preparado o que iria assistir.

A abertura já nos avisa que por baixo da camada de normalidade e calmaria de Derry existe algo insidioso e maligno. Embalados por “A Smile and a Ribbon”, vemos imagens de crianças felizes, brincando, com olhos brilhantes no esgoto e tragédias sangrentas.

Mais uma vez temos um elenco infanto-juvenil que encanta com seu talento na arte de interpretar. Mesmo as crianças mais enjoadas e chatas, Ronnie Grogan, nos cativam, fazendo que com que nos importemos e nos preocupemos com a situação delas. Todos estão muito bem, mas Arian S. Cartaya conquistou o coração de todos ao interpretar o incrível Rich.

Em “It: Bem-Vindos a Derry” tivemos acréscimos à história original e alterações que funcionaram como a relevância de Dick Halloran, como A Coisa assumiu a identidade de Pennywise, a resposta para uma criatura tão poderosa não sair de Derry e como ela enxerga o tempo e o espaço.

A série constrói de forma gradativa a tensão até explodir em um caos de terror sobrenatural que supera e muito os filmes dirigidos por Andy Muschietti. Para isso, a primeira temporada vai construindo progressivamente a atuação de Pennywise até finalmente aparecer. E quando aparece, vemos toda a glória maligna e destruidora Da Coisa.

Agora, é graças a Bill Skarsgård que Pennywise funciona. Na série o ator parece muito mais à vontade e livre para liberar toda a loucura, malícia e maldade que A Coisa possui. Suas aparições são dignas de palmas e a interpretação do ator merece pelo menos indicações nas premiações voltadas para séries. Bill Skarsgård e seu Pennywise está no mesmo nível de Heath Ledger e seu Coringa.

 “It: Bem-Vindos a Derry” conquistou público e crítica com sua qualidade narrativa, personagens cativantes e um terror que supera muitas produções do gênero de orçamento maior e por isso é segundo o Cinemaníacos, a melhor série de 2025!

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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