SINOPSE: Tess (Georgina Campbell) chega na cidade de Detroit para uma entrevista de emprego. A jovem aluga um Airbnb, mas ao chegar no local tarde da noite, ela percebe que a casa já tinha sido reservada por engano para Keith (Bill Skarsgård), um homem estranho. Contra seu melhor julgamento, Tess decide ficar por uma noite, e os dois se veem obrigados a dividir a casa sinistra, localizada em um bairro suspeito da cidade. Ao decidir passar a noite de qualquer maneira, a jovem logo descobre que há muito mais a temer (e desvendar) na casa do que no outro hóspede.

Esse ano chegou aos cinemas “A Hora do Mal”, longa-metragem que arrecadou US$ 266 milhões e tem sido muito bem avaliado, figurando como um dos melhores filmes de terror em 2025. O longa-metragem é dirigido, produzido e escrito por Zach Cregger, um dos nomes que surgiram recentemente e tem se destacado na realização de filmes de terror.

Com o sucesso de “A Hora do Mal”, faz sentido falarmos um pouco e publicarmos a resenha do filme que projetou Zach Cregger: “Noites Brutais”, lançado em 2022.

Assim como “A Hora do Mal’, “Noites Brutais” é divididos em histórias que se interligam: a de Tess Marshall, a de AJ Gilbride (Justin Long) e a de Frank (Richard Brake). Essas três subtramas trafegam de forma não cronológica entre passado e presente.

Em “Noites Brutais”, Zach Cregger aborda a questão do abuso e maus tratos contra as mulheres. Logo no início do filme temos Tess precisando dividir uma casa locada via Airbnb com Keith (Bill Skarsgård), que alugou o mesmo imóvel e nas mesmas datas. Por mais que Keith seja educado, simpático e até mesmo cavalheiro, Tess passa boa parte do convívio entre eles, suspeitando de seu “colega de quarto”.

Então de conversas como “ela não queria no começo, mas depois entrou no clima” ao extremo de cárcere privado e abusos, “Noites Brutais” transforma esse tema em uma história de terror tensa, assustadora e claustrofóbica.

A casa que Tess e Keith alugam passa uma sensação ruim, ainda mais quando vemos o entrono, com os demais imóveis decrépitos e abandonados, criando o palco perfeito para crimes hediondos. Esse fato é reforçado, quando Catherine (Kate Nichols) avisa Tess que não deveria estar hospedada na região.

Zach Cregger vai construído um clima de tensão que se transforma em um pesadelo assustador quando Tesse descobre uma passagem secreta para túneis subterrâneas que parecem se estender por todo o bairro abandonado.

E é nesse momento que “Noites Brutais” se torna desconfortável e claustrofóbico. Seja na descoberta dos túneis, seja na exploração deles, fiquei apreensivo e incomodado. Foi um sentimento de pressão no peito, que depois fui descobrir que era eu segurando a respiração e o coração disparado.

Poucos filmes conseguiram me causar essas reações e sentimentos, por isso preciso enaltecer a forma como Zach Cregger conduziu toda essa parte. E ele potencializa esses sentimentos ao revelar o que habita os túneis, pois passei a esperar em qual momento a criatura daria as caras.

Porém, Zach Cregger guarda segredos mais sombrios além da revelação da criatura, pois existe um mal ainda maior vivendo nos túneis e que é e não é uma surpresa ao mesmo tempo.

E dessa forma, “Noites Brutais” traz túneis escuros e estreitos que escondem uma criatura que pode sair de qualquer canto, mas que tem uma espécie de safe room que é o local mais maligno dessa estrutura subterrânea. Poderíamos dizer que é sair da frigideira para cair no fogo?

Noites Brutais” poderia ser um filme de terror perfeito do início ao fim, mas é justamente em seu desfecho que achei que ele escorrega, com a criatura dando uma de Jason Voorhees. Pode ser presunção da minha parte, mas pensei em várias outras formas de encerrar o longa-metragem que me pareciam mais adequadas.

Graças ao boca a boca gerado, principalmente na internet, “Noites Brutais” arrecadou US$ 44,5 milhões nos cinemas para um orçamento de US$ 4,5 milhões. Mas o filme ganhou notoriedade quando se tornou o quinto programa mais assistido em todas as plataformas, durante a semana de 26 de outubro de 2022 e o mais visto em todos os streamings na semana seguinte.

Zach Cregger aborda um tema pesado e pertinente com uma ótima narrativa desconfortável e claustrofóbica. Dessa forma, utilizando elementos de terror, alguns de forma exagerada, temos um história sobre um mal real e tão assustador quanto monstros, fantasmas ou demônios.

Por tudo isso, digo que vale a pena assistir “Noites Brutais”.

Ficha Técnica:

Título Original: Barbarian

Título no Brasil: Noites Brutais

Gênero: Terror

Duração: 102 minutos

Diretor: Zach Cregger

Produção: Arnon Milchan, Roy Lee, Raphael Margules, J.D. Lifshitz

Roteiro: Zach Cregger

Elenco: Georgina Campbell, Bill Skarsgård, Justin Long, Matthew Patrick Davis, Richard Brake, Kurt Braunohler, Jaymes Butler, Sophie Sörensen, J.R. Esposito, Kate Nichols, Kate Bosworth, Brooke Dillman, Sara Paxton, Will Greenberg, Derek Morse, Trevor Van Uden, Zach Cregger, Devina Vassileva, Kalina Stancheva

Companhias Produtoras: 20th Century Studios, Regency Enterprises, Almost Never Films, Hammerstone Studios, BoulderLight Picture, Vertigo Entertainment

Distribuição: Regency Enterprises

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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