Mas com certeza, o mais marcante em Michael Myers é sua aparência. A sensação de que Myers não sente nada é transmitida de forma intensa, graças a máscara branca inexpressiva que ele usa. Essa sensação se torna mais palpável quando as câmeras focam seus olhos, que não são possíveis de enxergar, só vislumbrando dois poços negros que não deixam transparecer nenhuma emoção. Associe sua aparência, ao seu caminhar calmo e sua respiração tranquila e controlada, e temos uma máquina de matar que simplesmente mata, não demonstrando raiva, rancor, tristeza, compaixão.
Mas se Michael Myers é um fator imprescindível ao filme, o que dizer da trilha sonora? John Carpenter a compôs utilizando a rara marcação de tempo 5/4, que ele aprendeu quando criança com seu pai. Carpenter compôs a música em 4 dias. A música é tão icônica que ela foi considerada parte da cultura popular estadunidense e uma das mais tocadas no Dia das Bruxas.
“Halloween” pode não ter criado o subgênero slasher, porém o consolidou e o popularizou. Essa premissa é tão certa que “Sexta-Feira 13” só surgiu graças ao sucesso do Boogeyman. O filme que custou US$ 300 mil, faturou US$ 70 milhões na época, se tornado o filme independente mais rentável da história. Título que ficou com “Halloween” até 1999, perdeu para “A Bruxa de Blair”.