Outubro é o mês do terror!
Então, seja bem-vindo ao Especial de Terror do Cinemaníacos. Desde a nossa criação, em 2019, dedicamos o site para matérias voltadas para os aficionados por esse gênero.
E mais uma vez consultamos o Codex Maleficus para saber se a lista que estamos publicando existia em sua páginas. E o que você acha que encontramos?
O Codex Maleficus é um livro que no século XII, a Inquisição ordenou que fosse destruído. Se tal livro foi obliterado não sabemos, mas não existem registros dele após esse período. O que sabemos, através de pesquisas na internet, é que o Codex Maleficus parece possuir um conhecimento profano e insidioso do passado, presente e futuro, tanto de coisas reais como fictícias.
Acredito então que você saiba a resposta para nossa pergunta. Dessa forma, vem com a gente e conheça jogos de terror que jogamos e que você deveria jogar.
“ntra paginas meas latet scientia profani, insidiosi.
Tibi est decernere quomodo hac scientia utaris.
Sed scito revelationes meas non esse gratuitas. Quo maior scientia quaeritur, eo maius pretium solvendum est.
Quapropter, si adhuc paginas meas legere vis, sive ex audacia, sive ex curiositate, sive ex insania, te saluto.
Slender: The Eight Page (PC)
“Slender: The Eight Page” é um jogo de terror psicológico desenvolvido pela Parsec Productions, que testa seus nervos. Jogado em primeira pessoa, seu objetivo é encontrar oito páginas em uma floresta à noite, sem nada para se defender e somente com uma lanterna que ilumina bem pouca coisa.
Após pegar a primeira página, você passa a ser perseguido pelo Slender Man. A cada nova página coletada, o grau de dificuldade aumenta e a música do jogo muda, ficando mais tensa. A partir da quarta folha, esse bicho lazarento não lhe dá mais sossego e as duas últimas páginas são um teste para cardíaco.
Parece algo simples, mas a combinação de ambiente pouco iluminado e a trilha sonora deixam o jogador cada vez mais tensos. Essa ansiedade é potencializada pela perseguição incessante do Slender Man nas páginas finais, isso porque sempre que olhar para trás, o verá pertinho de você. Mas o braçudo sem rosto pode ser bem sacana, pois em alguns momentos, você dá aquela espiada para trás e nada, mas quando vira de frente, dá de cara com o lazarento.
Por isso fique atento à estática na tela do jogo, pois quanto maior ela for, mais perto Slender Man estará de você. E nas últimas páginas, essa estática é constante e aí fica a dúvida: só sigo em frente ou dou aquela olhadinha para trás para saber o quanto o braçudo sem rosto está perto?
Só consegui pegar as oito páginas uma vez. Foram muitas tentativas até completar a missão. E em todas às vezes, foram muito sustos e BPM acima dos 100. Fora a raiva de ter essa criatura lazarenta te perseguindo sem parar nas páginas finais.
Blair Witch (PC / Xbox One / PS4 / Nintendo Switch)
“Blair Witch” é um jogo eletrônico de survival horror desenvolvido pela Bloober Team, e se passa dois anos após os eventos do filme “The Blair Witch Project”, onde controlamos o ex-policial Ellis Lynch na busca por um menino desaparecido na Floresta Black Hills.
“Blair Witch” possui os elementos para tornar sua jogatina em uma experiência tensa e assustadora, com a perspectiva em primeira pessoa e sem armas para se defender. Para falar que você não tem mecanismo de defesa, em alguns momentos você usa a lanterna para afastar criaturas que parecem sombras.
O jogo possui ótimos gráficos e design de som que criam uma atmosfera opressiva como deve ser a floresta habitada pela bruxa de Burkittsville. Além disso, “Blair Witch” possui uma história bastante instigante envolvendo Ellis e a pessoa que sequestra as crianças a mando da bruxa.
As fotografias e fitas cassetes encontradas na floresta integram o found footage do filme de 1999, além de trazer uma mecânica muito legal, pois algumas coisas se revelam assistindo as gravações ou posicionando as fotos corretamente.
A floresta opressiva é recheada de criaturas e são nesses momentos que nossa saúde cardíaca é colocada à prova. Dois momentos em questão são os mais tensos na minha opinião: o primeiro é quando através de uma espécie de visão térmica, você precisa andar pela floresta e desviar dos monstros que vivem nela. O segundo momento é quando entramos na casa, que é mesma do filme, e precisamos andar olhando para o chão para não sermos atacados pelos mesmos monstros.
Minha única reclamação em relação ao game é em relação a sequência final que se passa dentro da casa e que poderia não ser tão longa, pois acabou tirando um pouco minha imersão e tornando a gameplay cansativa.
O final do game traz um plot twist muto bom e força o jogador a fazer uma escolha. Essa decisão mostrará um dos finais existentes em “Blair Witch”.
Alien: Isolation (PC / PS3 / PS4 / Xbox 360 / Xbox One / Nintendo Switch)
“Alien: Isolation” é um jogo desenvolvido pela Creative Assembly e publicado pela Sega. A história do game se passa em 2137, quinze anos após os eventos de “Alien: O Oitavo Passageiro”, seguindo Amanda Ripley, que está investigando o desaparecimento de sua mãe, Ellen. Ela aceita ser transferida para a estação espacial Sevastopol para encontrar o gravador de voo do Nostromo e descobrir o que houve.
“Alien: Isolation” é um jogo de survival horror jogado em primeira pessoa com ênfase à jogabilidade furtiva e de terror. Ao longo da jogatina você recolhe algumas armas, mas a maioria só é letal contra humanos, androides e facehuggers. Contra o xenomorfo, sua única defesa é utilizar táticas stealth para sobreviver como andar agachado e se esconder, já que o lança-chamas e os coquetéis molotovs só o espantam por alguns momentos.
O destaque do jogo é a IA específica para o xenomorfo, programado para caçar ativamente o jogador, com um conjunto complexo de modelos comportamentais que são desbloqueados à medida evoluímos na gameplay, ajustando sua estratégia a ponto de depois de ser tostado algumas vezes pelo lança-chamas, parar a uma distância em que o jato de fogo não o alcance e esperar alguns segundos para ver se você irá usar a arma de novo.
O game usa o design mostrado no filme “Alien: O Oitavo Passageiro” passando com perfeição a impressão de que estamos dentro de um filme da franquia. Além disso, apresenta uma quantidade mínima de música, contando mais com o som ambiente para reforçar a atmosfera.
Posso dizer que de todos os games que joguei e já vi, “Alien: Isolation” é o melhor na questão de ambientação, conseguindo criar uma atmosfera fidedigna do que presenciamos no primeiro filme da franquia “Alien”.
“Alien: Isolation” consegue deixar o jogador tenso e ansioso pois muitas vezes precisamos andar longas distâncias, agachado, para completar as missões, com o xenomorfo nos rondando. E nem pense em correr ou andar em pé, pois se fizer isso, a criatura vai vir com tudo para cima.
Little Nightmares (PC / PS4 / Xbox One / Nintendo Switch)
Little Nightmares 2 (PC / PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series X/S / Nitendo Switch)
Produzido pela Bandai Namco, “Little Nightmares” e “Little Nightmares 2” são games em plataforma de terror. E como os títulos dizem, somos transportados para um mundo de pesadelos.
O mundo dos games é conhecido como The Nowhere (Lugar Nenhum em tradução livre), com seres semelhantes homes e mulheres, conhecidos como residentes. Todos eles são grotescos e monstruosos, com habilidades e proporções sobre-humanas. São agressivos e agem por instinto ou desejos em um grau distorcido, mas apesar disso, existe uma espécie de sociedade que opera dentro dela e até possui sua própria linguagem.
Lugar Nenhum é um lugar decrépito, perturbador, onde o tempo é distorcido, correndo em um ritmo diferente do mundo humano. O ar em si é respirável, mas viciado. E em Lugar Nenhum, objetos inanimados podem ganhar vida e atacar os desavisados.
A ideia dos desenvolvedores é que Lugar Nenhum fosse uma alegoria sombria para os medos e a transição da infância para a vida adulta, por isso vemos adultos grotescos e corrompidos, o mundo distorcido, com proporções gigantescas, com locais perturbadores e o tempo que parece se arrastar.
Em ‘Little Nightmares” temos Six, uma menina faminta de nove anos presa no Bocarra, um navio misterioso que serve os caprichos de criaturas doentes e poderosas. Depois de acordar nas profundezas do “Bocarra”, Six decide escapar de seu confinamento, tendo momentos regulares de fome excruciante.
Já em “Little Nightmares 2”, acompanhamos Mono, um garoto preso na Espiral, uma cidade distorcida pelo Sinal. Ao lado de Six, protagonista do primeiro game, ele tenta descobrir a origem de todo o mal que envolve esse mundo.
Uma coisa interessante é que os eventos de “Little Nightmares 2” acontecem antes do primeiro jogo. Mas a série de games possui outros plot twists, como as decisões que Six toma devido a fome cada vez maior ou aos maus tratos que ela sofreu, e Mono que é perseguido por um ser gigantesco o tempo todo, mas pode não ser o único inimigo.
Os dois jogos possuem uma atmosfera perturbadora e opressiva, ótimos gráficos e som, além do excelente enredo cheio de metáforas.
Um jogaço onde precisamos escapar desse mundo grotesco, usando furtividade e inteligência, que entrega um clima opressor e ótimos momentos tensos e assustadores.
Dead Space (PC / PS5 / Xbox Series X/S)
Aqui, vou falar do remake que pegou o ótimo game original de 2008 e o tornou melhor ainda. Situado no século XXVI, a história segue o engenheiro Isaac Clarke, um engenheiro designado para o USG Ishimura, uma enorme nave de mineração planetária. Ao investigar um pedido de socorro enviado pela oficial médica e namorada de Isaac, ele e os demais tripulantes que o acompanham são atacados por necromorofos. Isaac então é forçado a se defender enquanto tenta salvar seus companheiros de tripulação e descobrir a verdade por trás desse pesadelo que tomou conta Ishimura.
“Dead Space” remake é um jogo de survival horror e ficção científica desenvolvido pela Motive Studios e publicado pela Eletronic Arts. Hoje podemos estar acostumados, mas “Dead Space” se mostrou uma novidade ao trazer para o mundo dos games uma história de terror em uma nave espacial. Além disso, a narrativa fala de questões como religião e fé.
Outro mérito que “Dead Space” de 2008 possui é o de o reacender o interesse por games de survival horror na época de seu lançamento.
O remake manteve a história e estrutura do original, mas apresenta recursos, modelos de personagens e cenários redesenhados e sem telas de carregamento. Tudo isso, graças ao poder de processamento dos consoles e computadores atuais. Além disso, conteúdos que foram removidos do jogo de 2008 devido a restrições técnicas foram adicionados e Isaac Clarke é totalmente dublado por Gunner Wright, ator que deu vida ao personagem em todos os games da franquia, dando uma imersão maior.
E por falar em imersão, “Dead Space” remake aproveita todo o poder de processamento dos consoles e computadores atuais para trazer uma nova estrutura de iluminação e som, deixando o game incrível e assustador. O jogo de luz e sombra é algo fenomenal, bem como as texturas dos cenários e personagens. E para aproveitar ao máximo o game, jogue com fones de ouvidos e prepare-se, pois, você ouvirá alguma coisa o tempo todo, principalmente os monstros, que podem estar perto ou longe de você.
A jogatina é fluída com Isaac Clarke tendo que enfrentar os necromorfos e outras criaturas que dominaram a USG Ishimura. E prepare-se, pois enfrentar os necromorfos não é tarefa fácil, já que eles continuarão te atacando mesmo se você arrancar seus membros.
Outlast (PC / PS4 / Xbox One / Nintendo Switch)
O jogo em que o Tinhoso ficou soprando no ouvido dos desenvolvedores. Adoro games de terror, e até revisito alguns deles, mas com “Outlast”, a jogatina ocorreu uma única vez e mesmo querendo jogar novamente, não tenho coragem.
Desenvolvido pela Red Barrels, “Outlast” é o game de survival horror mais assustador que joguei, onde acompanhamos Miles Upshur, é um jornalista, que recebe um e-mail de fonte anônima, sobre um hospital psiquiátrico que tem servido de laboratório para experiências macabras da corporação Murkoff. Ao chegar, o local parece completamente abandonado e deserto. Sua curiosidade jornalística o leva a investigar o local, onde se depara com corpos de pessoas espalhados pelos corredores (alguns mutilados e até estraçalhados), e os pacientes que escaparam, conhecidos como Variantes vagam pelo local.
Parece uma narrativa batida né? E é, porém o que os desenvolvedores fizeram foi potencializar ao máximo o sentimento de insegurança, impotência diante do perigo e vulnerabilidade. Para isso, o game tira uma mecânica tão comum em outros títulos de survival horror. O personagem principal, Miles Upshur, é incapaz de combater, podendo apenas empurrar os inimigos O jogador para sobreviver precisa fugir dos inimigos e se esconder, embora certos inimigos possam procurar nestes locais e tentar localizar o jogador por um curto período antes de prosseguir.
Como grande parte do hospício é escuro, devemos usar a função de visão noturna da câmera de vídeo de Miles para ver. Porém, ao usar a night vision, a bateria da câmera é consumida rapidamente e quando se esgota você tem duas opções: andar no breu absoluto ou com a imagem completamente borrada e desfocada. Então, tenha parcimônia, pois baterias não são itens abundantes no game.
Associe a porcaria de ter que andar às cega, com sua incapacidade de defesa e os variantes que a qualquer momento podem atacar e você tem o cenário perfeito para causar problemas cardíacos no jogador.
“Outlast” com ideias simples criou uma atmosfera de tensão constante e fugas desesperadas que me fizeram passar mal várias vezes antes de zerar. Com certeza o jogo mais assustador que já joguei até hoje e que gostaria de jogar novamente, mas não tenho coragem.
Silent Hill
“Silent Hill” é minha franquia preferido de jogos de terror. E por isso, acho que preciso explicar um pouco sobre a franquia para que possamos entender meu carinho por ela.
“Silent Hill” é uma série de jogos eletrônicos de survival horror produzida e publicada pela Konami. Sua estreia foi com o jogo homônimo para PlayStation em 1999. Os quatro primeiros jogos da franquia: Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill 3 e Silent Hill 4: The Room, foram desenvolvidos por um grupo da Konami chamado Team Silent. Os jogos posteriores foram desenvolvidos por grupos ou produtores diferentes.
A Konami e Hideo Kojima estavam produzindo “Silent Hills”, que teve um teaser jogável chamado P.T. lançado em 2014. Mas discordância entre eles, fizeram o jogo e a franquia serem paralisadas.
A franquia só voltaria ao mundo dos games em 2024, com o lançamento do remake do melhor jogo da franquia: “Silent Hill 2”. A recepção foi a melhor possível. No Metratric sua nota é 87/100. O IGN Awards o premiou nas categorias de Melhor Design de Som, Melhor História, Melhor Jogo de Terror e Melhor Jogo de 2024.
“Silent Hill 2” vendeu mais de um milhão de unidades em apenas quatro dias após seu lançamento e em outubro de 2025 alcançou a marca de 2 milhões de unidades.
O sucesso comercial recolocou a franquia no centro das atenções da Konami, que lançou recentemente “Silent Hill f”, que já vendeu 2,5 milhões de unidades só em outubro desse ano. Existem planos para novos jogos e rumores dizem que a Bloober Team, desenvolvedora do remake de “Silent Hill 2”, está trabalhando no remake de “Silent Hill” de 1999.
Tirando alguns títulos, a maioria dos jogos de “Silent Hill” é ambientado em uma cidade americana fictícia de mesmo nome da franquia e é fortemente influenciada pelo terror psicológico.
A principal diferença entre o survival horror criado por Silent Hill e outros jogos do gênero é a quase ausência de sustos. Para isso a série se baseia principalmente no clima de terror, tendendo ao bizarro e ao grotesco, mas, sempre voltado ao psicológico, buscando criar um clima de medo e tensão por meio da ambientação, tanto gráfica quanto musical.
O grotesco fica por conta do design dos monstros: criaturas geralmente humanóides ou animalescas, o que leva a uma tendência visualmente bizarra. Esse design definiria um estilo que seria copiado por dezenas de outros jogos de survival horror.
Silent Hill foi criado tendo várias inspirações em filmes, livros e séries de horror, mas também utiliza teorias da parapsicologia e da filosofia, principalmente na qual o pensamento humano tem uma certa energia psíquica e que não está limitada à própria pessoa, podendo alterar um ambiente. Baseado nisso, cria-se o “mundo alternativo” ou “das sombras” que vemos nos jogos. Esses mundos são reflexos dos pensamentos e emoções dos personagens. Mas, além do “mundo alternativo”, os monstros também são reflexos do estado emocional dos protagonistas.
Uma teoria remete aos índios que viviam na região onde Silent Hill seria fundada diz que o local possuía uma força capaz de tornar os sonhos e pesadelos das pessoas em realidade e transmutar o mundo real em versões distorcidas do espírito humano. Acredita-se que por muito tempo essa energia ficou adormecida, só vindo à tona com os eventos trágicos envolvendo Alessa, que traumatizada, machucada e furiosa, despertou seus próprios dons que entraram em sintonia e despertaram as forças da região. Isso explica porque mesmo sem a presença de Alessa, as pessoas vivem suas versões distorcidas de Silent Hill.
E dentre todos os jogos da franquia, dois deles foram os que mais gostei de jogar e que falarei rapidamente a seguir.
Silent Hill 2 Remake (PC / PS5)
“Silente Hill 2” apresenta James Sunderland, que vai à Silent Hill após receber uma carta de sua esposa falecida, Mary. Assim que James entra em Silent Hill, ele imediatamente percebe que a cidade na qual ele e Mary passavam as suas férias está diferente: o local parece ter sido abandonado há anos e uma névoa cobre tudo. Enquanto procura sua esposa, James percebe que a cidade foi tomada por monstros bizarros.
“Silent Hill 2” utiliza todo o poderia da Unreal Engine 5 para aprimorar a atmosfera do primeiro jogo: o visual abandonado e em decomposição da cidade e a névoa persistente que encobre Silent Hill, tornam a gameplay mais perturbadora ainda. As criaturas que vemos na jornada de James, com exceção de algumas, e que são reflexos dos traumas dos personagens, estão mais bizarras e grotescas.
O remake de 2024 manteve praticamente todas as mecânicas do game original, com o foco na narrativa e não no combate e na resolução de puzzles. A grande novidade fica por conta da câmera que ao contrário do jogo de 1999, fica no “ombro” do personagem e não mais estática. Mas essa mudança não atrapalha a experiência de descer aos recônditos da mente de James e presenciar o terror que tomou conta de Silent Hill.
“SIlent Hill 2” manteve os múltiplos finais do game original e que são liberados de acordo com suas escolhas durante a jogatina. No total existem seis desfechos, incluindo os divertidos “Dog” e “UFO”.
“Resident Evil” foi o game que lançou o survival horror, mas foi “Silent Hill 2” que mostrou aonde esse gênero poderia chegar nos PCs e consoles, influenciando gerações de games até hoje. O remake desse jogaço honra o legado da franquia e renova o interesse dos novos jogadores.
Silent Hill: Origins (PS2)
Esse jogo entrou na lista pelo valor afetivo que tenho por ele, pois “Silent Hill: Origins” foi meu primeiro contato com a franquia. Aqui, vamos acompanhar Travis Grady, um caminhoneiro dirigindo o seu caminhão perto da cidade de Silent Hill, quando uma criança aparece de repente no meio da estrada, o forçando a parar o caminhão para não a atropelar. A enigmática garota desaparece na neblina sem dizer uma palavra. Travis corre atrás dela e descobre uma casa pegando fogo, de onde vem um grito, o fazendo entrar e resgatar uma menininha totalmente queimada. Porém, Travis desmaia e acorda em banco na cidade de Silent Hill e decide ir ao hospital local, para ver se a garotinha que ele tentou salvar está lá.
É por suas andanças que Travis percebe que existe uma ligação entre a cidade e ele. E seus traumas juntamente com as da garotinha queimada misteriosa, se misturam e ganham vida na figura de criaturas grotescas.
Alguns reclamaram que o game é apenas uma cópia barata de “SIlent Hill 2”, porém a narrativa profunda e vista das perspectivas de vários personagens é interessante, além de explicar os eventos que ocorrem no jogo de 1999, uma vez que “Silent Hill: Origins” se passa sete anos antes da história original.
