SINOPSE: Inspirado no jogo de videogame de mesmo nome, um grupo de amigos adolescentes decide passar um fim de semana em uma cabana isolada em Blackwood Mountain, Canadá, um ano após o desaparecimento misterioso de duas irmãs gêmeas que faziam parte do grupo. No entanto, o que era para ser uma noite comum, acaba se tornando uma verdadeira cena de terror, quando eles precisam sobreviver repetidamente ao mesmo dia.

Tem sido uma surpresa o cinema de terror em 2025, pois apesar dos longas-metragens desse gênero que assisti terem sido vendidos como tal, o terror ou é secundário na narrativa, como “Nosferatu”, ou nem são de terror, como foram os casos de “Pecadores” e “Presença”.

Apesar do hype em cima do filme de terror que vamos falar nessa resenha, devido ao jogo eletrônico de sucesso, “Until Dawn: Noites de Terror” não estava entre as minhas preferências, tanto que esperei chegar na HBO Max.

“Until Dawn: Noites de Terror” é baseado no jogo eletrônico homônimo de aventura e de survival horror desenvolvido pela Supermassive Games e publicado pela Sony Computer Entertainment. A jogabilidade do game é um filme em que a interação é através da mecânica de “Efeito Borboleta” onde os jogadores farão decisões difíceis com dilemas éticos e morais, como por exemplo sacrificar uma personagem para poder salvar outra.

“Until Dawn: Noites de Terror” traz uma história inédita e sem relações diretas com o game, o que causou desconforto junto aos fãs e jogadores. Mas apesar disso, o filme faz algumas “conexões” ao jogo eletrônico, sendo a mais direta, a presença de Peter Stormare que reprisa o papel do Dr. Hill. Existem outras referências como a presença dos wendigos, algumas sequências que se passam em uma mina e até uma ficha médica de Joshua Washington, personagem de Rami Malek no game.

Talvez o maior desafio de “Until Dawn: Noites de Terror” tenha sido emular a mecânica de escolhas que os jogadores precisam fazer ao longo da jogatina. Para isso, a narrativa do filme traz a ideia de toda vez que alguém morre, ele retorna e encara os desafios macabros do local. Assim, quando o personagem resolve fazer algo diferente do que fez anteriormente, os responsáveis pelo longa-metragem tentam recriar a mecânica do jogo eletrônico.

Para quem não conhece o jogo eletrônico, essa ideia de retornar após a morte e enfrentar os perigos novamente pode até ser interessante, mas para quem jogou ou viu alguém jogar, esse truque narrativo não contempla a interatividade que “Until Dawn” traz.

Aliás, esse retorno dos mortos que existe no filme que tem relação ao acidente na mina, me pareceu mal explicado e me deixou mais confuso que convencido. Acho que se falasse que existe uma força no local que proporciona essa ressureição, atenderia bem melhor a interrogação sobre o assunto.

Mas esse ponto não o único mal explicado. O experimento conduzido pelo Dr. Hill também é confuso em seus objetivos. A única coisa que fica bem clara em “Until Dawn: Noites de Terror” é a consequência que as pessoas sofrem ao morrerem de novo, de novo e de novo, até o limite de doze vezes.

Quanto ao terror, no qual “Until Dawn: Noites de Terror” está classificado, apesar dos elementos apresentados, como slashers, monstros e até um pouco de gore, em nenhum momento senti tensão ou apreensão, sentimentos presentes em horror psicológico, ou mesmo jump scares eficientes. Dessa forma, esse filme não trafegou bem em nenhuma das vertentes do gênero de terror, o que, nesse sentido, se mostrou mais uma decepção esse ano.

O elenco, com exceção de Peter Stormare, que ainda consegue entregar uma atuação regular, é mediano como o filme e se encaixa dentro do famoso “não fede, nem cheira”.

Por ser fraco como entretenimento e fraco como uma história de terror, não dá para falar mais nada sobre esse filme, além do fato que não vale a pena assistir “Until Dawn: Noites de Terror”.

Ficha Técnica:

Título Original: Until Dawn

Título no Brasil: Until Dawn: Noite de Terror

Gênero: Terror

Duração: 104 minutos

Diretor: David F. Sandberg

Produção: Asad Qizilbash, Carter Swan, David F. Sandberg, Lotta Losten, Roy Lee, Gary Dauberman, Mia Maniscalco

Roteiro: Gary Dauberman, Blair Butler

Elenco: Ella Rubin, Michael Cimino, Odessa A’zion, Ji-young Yoo, Belmont Camel, Maia Mitchell, Peter Stormare, Lotta Losten

Companhias Produtoras: Screen Gems, PlayStation Productions, Mangata, Vertigo Entertainment, Coin Operated

Distribuição: Sony Pictures

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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