SINOPSE: Os guerreiros mais impiedosos e letais do planeta: uma viking, um samurai e um piloto da Segunda Guerra Mundial viram presas de uma criatura que supera os três juntos em força, agilidade e letalidade. Agora, eles precisarão se unir e se submeter a situações inimagináveis para sobreviver a essa batalha pela sobrevivência.

Em 1987, era lançado um filme que daria origem a uma das franquias de ação e ficção científica mais icônicas do cinema: “Predador”, estrelado por Arnold Schwarzenegger. Apesar do que muitos dizem, a franquia e o alienígena, que só recentemente recebeu o nome de Yautja, ganharam vida própria sem o astro austríaco.

Aqui uma opinião minha: “Predador 2” é tão bom quando o primeiro filme e “Predadores”, de 2010, já havia renovado a franquia e trouxe muitas coisas que você verá em “Predadores: Assassino de Assassinos”.

Porém, em 2018, a falecida Fox quase matou a franquia, com o péssimo “O Predador”. Mas em 2022, de forma despretensiosa, foi lançado direto na plataforma Hulu, “O Predador: A Caçada”, e os Yautjas retomaram seu lugar de maiores caçadores alienígenas do cinema.

Devido ao sucesso de crítica e de público de “O Predador: A Caçada”, um novo filme da franquia era quase certo de ser anunciado, o que se confirmou esse ano, com “Predador: Terras Selvagens”, com uma ideia bem interessante: o foco será nos Yautjas e não nos humanos. Outra surpresa, é que foi lançado direto no Disney+, sem nenhum grande movimento publicitário, o longa-metragem animado “Predador: Assassino de Assassinos”.

E vou te dizer: Que surpresa boa.

Dividido em quatro partes, “Predador: Assassino de Assassinos” acompanha três pessoas, de épocas diferentes da História, que são muito bons em uma coisa: matar. Por serem os melhores de seus respectivos tempos, chamam a atenção dos maiores caçadores do universo: os Yautjas.

A primeira parte acompanha Ursa (Lindsay LaVanchy), uma escudeira e Jarl de um grupo de vikings, em busca de vingança pela morte de seu pai. De todos os capítulos do filme, esse é o mais legal e violento. Ursa, de posse de dois escudos com lascas afiadas onde estão quebrados, bate, esmaga e retalha seus inimigos com uma brutalidade absurda. Essa violência aliada à sua destreza na hora de lutar a capacita para ser caçada por um Yautja gigantesco.

A segunda parte mostra a história de Kenji (Louis Ozawa), que foi traído por seu irmão quando criança, e busca vingança anos depois. Se tornando um ninja, ele enfrentará seu irmão, treinado para ser um samurai. Duas coisas chamam a atenção nessa parte do filme: a primeira é que ela é quase toda sem diálogos, com as expressões dos personagens e situações ao redor explicando muito bem o que precisamos saber; e a segunda coisa é que o combate é entre um ninja e um samurai.

A terceira parte tem Torres (Rick Gonzalez) sendo convocado para servir em um porta-aviões na Segunda Guerra Mundial. Exímio mecânico e piloto, ele enfrentará uma nave alienígena Yautja em pleno combate entre estadunidenses e japoneses. De todos os capítulos é o mais fraco e interessante do filme.

“Predadores: Assassino de Assassinos” mostra a diversidade dos Yautjas, algo já mostrado em outros filmes, principalmente em “Predadores”, de 2010, mas se aprofunda nos hábitos de caça deles. No capítulo de Ursa, temos um alienígena gigantesco e com força física extrema, apto a enfrentar a brutalidade e vigor dos vikings. Na parte de Kenji, já temos um Yautja esguio, furtivo e mais habilidoso para lutar contra ninjas e samurais. E na história de Torres, temos um piloto predador.

Isso me fez pensar que se os Yautjas possuem habilidades específicas para cada tipo de combate, qual o nível de técnica e força do Warlord Predador, mostrado na parte final do filme?

A parte final do filme acrescenta muita coisa a mitologia da franquia. Um exemplo é a respeito da sinopse. Quando a li e assistia ao filme, fiquei pensando como seria possível três pessoas de épocas diferentes, se unirem para enfrentar os Yautjas? A resposta é mais simples do que se imagina e levanta outra questão, ainda mais ao assistirmos à cena pós-crédito: será que Dutch (Arnold Schwarzenegger) e Mike Harrigan (Danny Glover) não estão lá também?

As próprias caçadas do Yautjas em outros planetas ganham uma nova perspectiva, além do treinamento e diversão desses alienígenas, mas algo como uma seleção dos melhores oponentes.

Falando um pouco do aspecto técnico, a animação de “Predadores: Assassino de Assassinos” lembra um pouco a de “Arcane”, mas a fluidez dela me incomodou bastante no início. Demorei um bom tempo para me acostumar com o que me parecia o travamento de quadros. Acho que se tivesse uma animação mais fluída, tornaria as cenas de ação mais legais ainda.

O roteiro é bem simples e objetivo: trazer de volta a ação que vimos nos primeiros filmes, enriquecer a mitologia da franquia e de certa forma, criar ganchos para o próximo live-action: “Predador: Terras Selvagens”.

“Preadores: Assassino de Assassinos” foi produzido e lançado de forma despretensiosa e o resultado, com certeza, foi muito além do que os responsáveis pela animação esperavam. A história desse filme é tão boa, que se tivesse sido lançado como live-action e direto nos cinemas, seria sucesso de crítica e bilheteria.

Com uma história que resgata a atmosfera dos primeiros filmes da franquia, mas também traz elementos novos e assim dando uma identidade própria, e claro, ação que só pode vir do enfrentamento com os Yautjas, digo que vale muito a pena assistir “Predadores: Assassino de Assassinos”.

Ficha Técnica:

Título Original: Predator: Killer of Killers

Título no Brasil: Predador: Assassino de Assassinos

Gênero: Animação, Ficção Científica

Duração: 90 minutos

Diretor: Dan Trachtenberg

Produção: John Davis, Dan Trachtenberg, Marc Toberoff, Ben Rosenblatt

Roteiro: Micho Robert Rutare

Elenco: Lindsay LaVanchy, Cherami Leigh, Louis Ozawa, Rick Gonzalez, Michael Biehn, Doug Cockle, Damien Haas, Lauren Holt, Jeff Leach, Piotr Michael, Andrew Morgado, Felix Solis, Britton Watkins

Companhias Produtoras: 20th Century Animation, Davis Entertainment, The Third Floor, Inc., Lawrence Gordon Productions

Distribuição: Disney+

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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