SINOPSE: Beth (Lily Sullivan) visita sua irmã (Alyssa Sutherland) e seus 3 filhos em Los Angeles. De repente, esse encontro é interrompido quando encontram um livro sobrenatural. Agora, elas precisam lutar pela sobrevivência contra os demônios que foram despertados.

De todos filmes de terror que já assisti (e são muitos, já que é meu gênero preferido), “Evil Dead” de 1981 é um dos meus cinco preferidos. A franquia que teve seus altos e baixos, retornou à vida em 2013 com “Evil Dead”, que é disparado o melhor reboot já feito de um longa-metragem de terror.

O reboot de 2013 atiçou novamente o desejo dos fãs pela franquia, tanto que tivemos a volta de Bruce Campbell como Ash Williams na série mais impagável que já assisti: “Ash vs. Evil Dead”. Porém, ficamos na expectativa de uma produção mais voltada ao terror.

Então, em 2023, nossas “preces” foram atendidas e a Warner anunciou “A Morte do Demônio: A Ascensão”, que inicialmente iria direto para a HBO Max, mas teve sua estreia alterada, e foi lançado nos cinemas, em uma clara aposta do estúdio no potencial da franquia.

 “A Morte do Demônio: A Ascensão” não é sequência  de nenhum outro longa-metragem da franquia. A ideia de Sam Raimi, que produz o filme, é criar histórias sem conexões diretas, mas que tenham relação dentro da mitologia, permitindo liberdade criativa e dessa forma, expandir esse universo, ou “Deadverso”.

Alguns podem ficar decepcionados com essa decisão, por não ver sequências diretas dos filmes da década de 1980 ou até mesmo do remake de 2013. Porém, “A Morte do Demônio: A Ascensão” caminha muito bem como uma história apartada e ao mesmo pertencente ao cânone da franquia. E para isso, o diretor e roteirista Lee Cronin conecta esse longa-metragem utilizando a existência de três Naturon Demontos em “Army of Darkness”.

E o que era uma piada, se torna a base para os eventos de “A Morte do Demônio: A Ascensão”, pois temos três Livros dos Mortos, com suas próprias invocações e demônios com aparências e formas de agir diferentes. Por exemplo, em “A Morte do Demônio” de 2013, os demônios são calculistas, executando um plano para trazer um mal maior e nesse filme temos os deadites maliciosos, se divertindo em causar sofrimento às suas vítimas.

Agora posso dizer com certeza que “A Morte do Demônio: A Ascensão” é o filme mais tenso de toda a franquia. O início da história é padrão com os personagens sendo apresentados de forma a criarmos empatia por eles. E apesar do longa-metragem fracassar nesse aspecto, a narrativa entra em uma crescente de tensão a partir da possessão de Ellie (Alyssa Sutherland).

Para criar essa tensão, Lee Cronin constrói utiliza muito bem a pouca iluminação e os cenários com pouco espaço para gerar o sentimento de claustrofobia. Além disso, a filmagem abusa de imagens desfocadas ou em closes, enchendo a tela com o rosto dos demônios.

E se o cenário e a forma de filmar ajudam a criar a tensão, os demônios de “A Morte do Demônio: A Ascensão” são o motor para a inquietação e sustos existente no filme. A maquiagem para a criação das criaturas está excelente, mas é forma como eles se comportam que nos incomoda, principalmente Ellie, interpretada por Alyssa Sutherland.

Ellie ao ser possuída passa a se mover de uma forma estranha, parecendo que suas funções motoras estão comprometidas, mas quando resolve atacar suas vítimas, tem movimentos rápidos e decididos, reforçando minha sensação de que os demônios de “A Morte do Demônio: A Ascensão” possuem uma malícia que assusta.

A maquiagem realça esse meu sentimento em relação aos demônios desse filme, e em especial em Alyssa Sutherland. Realçando seus traços, principalmente sua boca, seu sorriso é medonho e afetado, mostrando que por trás dele existe um ímpeto mortal quase incontrolável.

Aqui um parágrafo à parte para destacar que Lee Cronin mostra um demônio incrível, diferente de tudo que vimos na franquia até agora.

O gore é uma marca da franquia e “A Morte do Demônio: A Ascensão” utiliza os elementos desse subgênero do terror de forma eficiente. Porém, apesar da violência gráfica, senti menos repulsa do que assistindo “A Morte do Demônio” de 2013, que pesa bem mais a mão nesse ponto.

Como disse, “A Morte do Demônio: A Ascensão” segue um caminho diferente, mas se conecta à franquia utilizando a existência de três Livros dos Mortos, sendo que um aparece nos primeiros longas-metragens, o segundo em “A Morte do Demônio” de 2013 e o terceiro nesse filme. Cada um diferente do outro, Com rituais e demônios próprios ao que parece, mas com os mesmo resultados sanguinários para quem os manipula.

Custando US$ 15 milhões, “A Morte do Demônio: A Ascensão” arrecadou US$ 146,7 milhões nas bilheterias. Esse retorno financeiro, juntamente as ótimas críticas recebidas, garantiram a produção “Evil Dead: Burn”, que deve estrear em 2026, trazendo uma nova história e os mesmos perrengues.

Honrando o legado da franquia e possuindo uma identidade própria ao mesmo tempo, “A Morte do Demônio: A Ascensão” me surpreendeu pela tensão extrema que transmite.

Por tudo que foi escrito até agora, é minha escolha de melhor filme de terror de 2023 e um dos melhores de toda a franquia. Dessa forma,  só posso declarar que vale muito, mas muito a pena assistir “A Morte do Demônio: A Ascensão”.

Ficha Técnica:

Título Original: Evil Dead Rise

Título no Brasil: A Morte do Demônio: A Ascensão

Gênero: Terror

Duração: 97 minutos

Diretor: Lee Cronin

Produção: Sam Raimi, Bruce Campbell, Rob Tapert

Roteiro: Lee Cronin

Elenco: Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher, Richard Crouchley, Mirabai Pease, Anna-Maree Thomas, Jayden Daniels, Billy Reynolds-McCarthy, Tai Wano

Companhias Produtoras: New Line Cinema, Renaissance Pictures, Pacific Renaissance, Wild Atlantic Pictures

Distribuição: Warner Bros. Pictures

 

Orçamento: US$ 19 milhões

Bilheteria atual: US$ 42 milhões

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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