SINOPSE: Enquanto Dr. Kelson (Ralph Fiennes) arca com as consequências de uma relação chocante capaz de despertar uma mudança sem precedentes no mundo em que vivem, o contato de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell) se torna um pesadelo inescapável. Se antes os infectados eram a maior ameaça para a sobrevivência humana, agora, a insensibilidade e a barbárie tomam conta de maneira brutal.

Em janeiro de 2025, Alex Garland e Danny Boyle retornaram à franquia “Extermínio” para contar o que houve 28 anos após o surto de um vírus que transformou a população em canibais agressivos, mostrando o Reino Unido isolado do resto do mundo devido à infecção.

“Extermínio: A Evolução” foi bem recebido pela crítica e público. Particularmente achei o filme bastante confuso, com ideias jogadas aleatoriamente e outras um tanto excêntricas, como o grupo que fazia cosplay de “Kill Bill”.

Mas a recepção geral foi positiva, o que criou uma expectativa grande para “Extermínio: O Templo de Ossos”, quarto filme da franquia, que estreou esse ano. O longa-metragem segue dois núcleos sendo o de Billy Crystal e do Dr. Kelson.  e se inicia pouco tempo depois de “Extermínio: A Evolução “, mostrando Spike passando pelo teste de Billy Crystal, autointitulado Sir Lorde e filho do Velho Nick, para se tornar um de seus Dedos. O teste: uma luta até a morte onde o sobrevivente se torna um Dedo; os Dedos são os apóstolos de Billy Crystal e o Velho Nick é o nome que Billy dá para Satã.

Billy Crystal e seus Dedos são mais excêntricos que interessantes e a importância deles é mostrar que na derrocada da sociedade humana, as pessoas podem colocar para fora o pior que existem em seu interior. Esse ponto fica bastante evidente na violência que essa seita emprega contra outros sobreviventes que eles encontram.

Apesar de não gostar tanto de Billy Crystal e sua seita, gostei como a crença dele foi explorada: por ter visto seu pai, que era padre, ser morto quando criança, Billy acredita que Deus sumiu, e que por isso o Velho Nick e seus demônios, que são os infectados, foram soltos na Terra. Isso fez Billy acreditar que é filho de Satã e que deve propagar a palavra de seu pai junto com os Dedos, através do medo e da violência.

O outro núcleo segue o Dr. Kelson vivendo sozinho em seu Templo de Ossos, quando em um dos encontros com o infectado alfa Sansão (Chi Lewis-Parry) percebe que existe raciocínio por trás de toda agressividade que ele mostra. À partir daí, os personagens desenvolvem uma amizade.

Essa narrativa é muito bem legal pois vemos essa amizade entre Dr. Kelson e Sansão sendo construída sem atropelos. Então em um determinado encontro entre eles, Dr. Kelson têm a prova de que a humanidade do infectado alfa ainda existe pelo vírus e busca uma espécie de tratamento.

A possibilidade de um tratamento para os infectados mostrado em “Extermínio: O Templo de Ossos” é inovador pois não lembro de outra história com essa temática citar algo parecido.

Mas o ponto alto de “Extermínio: O Templo de Ossos” é o encontro de Billy Crystal e seus Dedos com o Velho Nick embalado ao som de “The Number Of The Beats” do Iron Maiden. Dentro de tantas excentricidades mostrada desde “Extermínio: A Evolução”, essa sequência é foda demais!

O final do filme faz conexão com Jim, personagem de Cillian Murphy, mostrando que podemos ter um quinto longa-metragem como Alex Garland e Danny Boyle sempre planejaram e assim encerrar a franquia com uma trilogia que se passa 28 anos após a infecção. E a presença do ator seria algo muito legal, já que ele esteve no primeiro longa-metragem, sendo seu primeiro trabalho conhecido nos cinemas, e estaria no longa-metragem que encerraria o ciclo de “Extermínio”.

Com relação aos aspectos técnicos (interpretação, roteiro, fotografia e outros), não percebi mudanças em relação a “Extermínio: A Evolução”, com os pontos de destaques para a direção mais coesa de Nia DaCosta e a atuação de Ralph Fiennes.

Lembro que reassisti “Extermínio” (2002) e “Extermínio 2” (2007) antes de ver “Extermínio: A Evolução” e devo dizer que é uma franquia ok, apesar da  sua importância do primeiro filme para o gênero terror pós-apocalíptico. Dessa forma, esse filme tem uma ou outra boa ideia, mas como os demais longas-metragens da franquia não é o melhor exemplo dentro desse gênero cinematográfico. Agora, para quem acompanha essa história desde o início, vale a pena assistir “Extermínio: O Templo de Ossos”.

Ficha Técnica:

Título Original: 28 Years Later: The Bone Temple

Título no Brasil: Extermínio: O Templo dos Ossos

Gênero: Terror

Duração: 110 minutos

Diretor: Nia DaCosta

Produção: Andrew Macdonald, Peter Rice, Bernie Bellew, Danny Boyle, Alex Garland

Roteiro: Alex Garland

Elenco: Ralph Fiennes, Jack O’Connell, Alfie Williams, Erin Kellyman, Chi Lewis-Parry, Emma Laird, Sam Locke, Robert Rhodes, Ghazi Al Ruffai, Maura Bird, Connor Newall, Louis Ashbourne Serkis, Mirren Mack, David Sterne, Cillian Murphy

Companhias Produtoras: Columbia Pictures, Decibel Films, DNA Films

Distribuição: Sony Pictures Releasing

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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