O ano de 2025 foi marcado por muitas realizações e alegrias, sendo uma delas, o retorno do site do Cinemaníacos após um longo período de inatividade.

Agora, chegando ao final de 2025, é hora de falarmos dos melhores filmes de terror do ano, gênero cinematográfico que possui um cantinho especial aqui. Para comprovar o carinho desse que vos fala por esse gênero, somente nesse ano no nosso Especial de Terror, foram cerca de 20 resenhas.

Para esse Top 3 o fator terror é primordial, a força motriz do filme. Dessa forma, o elogiado “Pecadores” não entra nessa lista justamente porque se não houvesse a parte do vampirismo, o longa-metragem seguiria tranquilamente. Ouso dizer que o terror em “Pecadores” me pareceu até mesmo deslocado na trama.

Outros filmes que tinham o terror como elemento principal em suas tramas não me empolgaram por acabar sendo mais do mesmo. Esse foi o caso de “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, que insistiu na mesma fórmula que traz milhões de dólares mas não inova em praticamente nada, inclusive enfiar novamente a boneca Annabelle no longa-metragem.

Uma menção honrosa para “Terror em Shelby Oaks”, filme que segue a cartilha de terror, mas funciona muito bem, trazendo muito bem tensão e momentos assustadores, além do fato de resgatar, pelo menos em uma parte, o estilo found footage que estava sumido dos cinemas.

Bom, depois dessa pequena introdução e das breves explicações, vamos ao Top 3 de Melhores Filmes de Terror de 2025, segundo o Cinemaníacos.

Para quem gosta de filmes de terror mais convencionais, pode estranhar “Nosferatu” e até não o considerar um representante desse gênero cinematográfico, mas quando o reassisti percebi que o terror está presente em toda a narrativa. Em alguns momentos ele é mais escancarado como a sequência dos ciganos ao desenterrar um corpo para empalá-lo ou todas as vezes que Conde Orlok aparece. Em outros momentos temos um terror que o diretor Robert Eggers já empregou em outras produções: algo no ar, em suspensão, que cria uma expectativa para algum evento sobrenatural terrível.

A fotografia e a iluminação, com seu jogo de luz e sombras, criam uma ambientação sombria sufocante, resultado da influência do strigoi de “Nosferatu”. E por falar no Conde Orlok, sua origem “vampírica” e sua real natureza é uma releitura muito bem-vinda e que poderia muito bem render uma história de origem. O monstro tem alguns traços do personagem mostrado no filme de 1922, mas é uma reinvenção da criatura clássica, pois sua aparência repugnante e assustadora tem relação com seu pacto demoníaco e sua idade secular.

A escolha para viver conde Orlok não poderia ser mais acertada. Bill Skarsgård empresta seu talento que juntamente com a maquiagem, dá vida a um monstro grotesco, assustador e imponente. Porém, “Nosferatu” tem outros atores e atrizes, que entregam atuações cheias de emoções como medo, apreensão e impotência, que potencializam o perigo que Conde Orlok representa.

Com seu terror gótico e um primor técnico, “Nosferatu” é merecedor da medalha de bronze de 2025.

Quer saber mais sobre esse filme, clique no título para ser direcionado à nossa resenha.

O queridinho do terror de 2025. Desde seu anúncio, “A Hora do Mal” foi cercado de expectativas, seja pelo nome de Zach Cregger, que dirigiu o elogiado “Noites Brutais”, seja pela batalha dos estúdios em adquirir os direitos dessa história.

Contado pela visão de vários personagens que vão se interligando, “A Hora do Mal” passa por vários aspectos do terror. Existe o mistério do desaparecimento de todas as crianças de uma sala de aula, com exceção de uma, às 02:17 da manhã. Temos também a  estranheza de algumas situações como pessoas correndo como o Naruto pelas ruas e atacando incansavelmente. Quando é revelado o que houve com as crianças, temos um horror mais clássico e o desfecho da trama tem um pezinho no terrir.

Todos esses aspectos do terror e as histórias contadas por vários pontos de vista são conduzidas com maestria, prendendo a atenção de quem assiste o filme em uma rede de mistério e estranheza. Assim como em “Noites Brutais”, o terror aqui é mais psicológico, onde a tensão e a expectativa são predominantes.

O elenco de “A Hora do Mal” é muito bom com nomes como Julia Garner e Josh Brolin. Mas os grandes destaques ficam por conta do ator-mirim Cary Christopher, que entrega uma atuação cheia de medo, tristeza e apreensão; e Amy Madigan, que interpreta Gladys, que a primeira vista parece uma idosa peculiar, mas que se revela uma pessoa manipuladora e perigosa.

Assim como em “Noites Brutais”, “A Hora do Mal” cria um palco misterioso e estranho, que quando revela as causas do que está acontecendo, é mais simples do que podíamos imaginar. Mas até mesmo essa quebra de expectativa é muito bem conduzida, de forma que não nos decepcionamos, mas aceitamos de forma orgânica.

A inventividade empregada cria uma história de terror instigante e tensa, com toques de magia negra, e por esse e outros motivos que “A Hora do Mal” é nosso segundo melhor filme de terror de 2025.

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Uma mulher perturbada e manipuladora utilizando forças obscuras para alcançar seu objetivo e aplacar seu luto. “Faça Ela Voltar” traz uma história que é terror tanto no sentido sobrenatural quanto no sentido real. Dos mesmos diretores de “Fale Comigo”, os irmãos Philippou utilizam a morte e a dor e tristeza oriundas dela para contar uma história perturbadora e assustadora.

“Faça Ela Voltar” mescla perfeitamente o terror psicológico e o sobrenatural, mas mesmo que não houvesse a capirotagem presente no filme, ainda sim ele daria um ótimo thriller, isso porque Laura em sua incapacidade de lidar com o luto, se transforma em uma pessoa maligna e maquiavélica. A forma como ela manipula as situações para ganhar a confiança de Piper e desacreditar Andy é assustadora e repugnante. Mesmo sabendo o quanto ela sofre pela perda da filha, é impossível gostar de Laura.

Mas existe o sobrenatural atuando em “Faça Ela Voltar” e ele é muito bem empregado, transformando o filme em uma história de terror. Semelhanças à parte com “A Hora do Mal”, por envolver magias e feitiços obscuros, os irmãos Philippou inovam nesse aspecto, principalmente na forma de trazer os mortos de volta à vida, que envolve um “anjo” com uma fome incontrolável por coisas vivas e mortas.

Essa criatura à medida que se alimenta sofre uma metamorfose que deforma o corpo de seu hospedeiro que pode causar aversão a olhos menos acostumados. O trabalho de maquiagem incrível e a ótima atuação de Jonah Wren Philips são essenciais para a estranheza desse “anjo”.

Mas os irmãos Philippou além do body horror trabalham muito bem o gore existente em “Faça Ela Voltar”, com cenas regadas a muito sangue e difíceis de assistir, como a cena do “chiclete de faca”, que me traumatizou.

Além de Sally Hawkins, que dá vida a Laura, e de Jonah Wren Phillips que interpreta Oliver, Billy Barrat e Sora Wong, Andy e Piper respectivamente, completam esse quarteto incrível de atores e atrizes. Detalhe para Sora Wong que é deficiente visual e entrega uma ótima interpretação mesmo sendo seu primeiro trabalho.

Com uma história que mistura tão bem o horror psicológico com o terror sobrenatural, conferindo sentimentos de revolta, tensão, medo e até mesmo tristeza, “Faça Ela Voltar” é melhor filme de terror de 2025, segundo o Cinemaníacos.

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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