Em 2011, a linha editorial da DC sofreu um “rebirth”, relançando todos os seus títulos com uma nova numeração. Ao todo, 52 títulos foram ligados à essa iniciativa que foi chamada de “Os Novos 52”.
“Os Novos 52” teve início após o evento “Flashpoint”, promovendo uma reformulação principalmente na Liga da Justiça. A ideia era apresentar um Universo DC mais moderno e interconectado, com as histórias dos heróis tendo começado há cerca de 5 anos, tornando-as mais acessíveis. Além disso, essa fase tinha um foco maior na ação. Após muitas controvérsias, devido a falta de planejamento editorial e mudanças drásticas, a DC encerrou os “Novos 52” em 2015.
Mas críticas à parte, esse fase trouxe arcos de histórias muito bons como “Origem”, “Guerra da Trindade”, “Vilania Eterna” e “Guerra de Darkseid”. E foram essas e outras histórias marcantes que fizeram a Warner Bros. Animation e a DC Animation lançarem o Universo de Animações da DC. A primeira fase desse universo de animações foi de 2013 a 2020, com o foco das animações nos Novos 52. No total, foram 16 filmes animados.
O foco dessa lista será nessa fase dos Novos 52 e somente nos títulos animados da Liga da Justiça ou nas animações onde a maior equipe de super-heróis de todos os tempos têm um papel relevante.
Abaixo, uma lista dos filmes animados que serão ranqueados nessa lista em ordem cronológica:
- Liga da Justiça: Ponto de Ignição (2013).
- Liga da Justiça Guerra (2014).
- Liga da Justiça: O Trono de Atlantis (2015)
- Liga da Justiça vs. Jovens Titãs (2016).
- Liga da Justiça Sombria (2017).
- A Morte do Superman (2018).
- Reino do Superman (2019).
- Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips (2020).
Então, chega de enrolação e bora ranquear, segundo o gosto e opinião do Cinemaníacos, do pior ao melhor filme de animação da Liga da Justiça dos Novos 52.
8ª Posição – Liga da Justiça: O Trono de Atlantis (2015)
Após a batalha com Darkseid, a nação de Atlântida declara guerra ao povo da superfície, mas na verdade, isso não passa de um pretexto para Orm Marius, segundo filho da rainha Atlana, tomar o trono do reino submarino e conquistar as nações acima d’água. Para deter os planos de Orm, a Liga da Justiça vai atrás de Arthur Curry, filho de um faroleiro e que possui relação direta com a governanta da nação submarina.
“Liga da Justiça: O Trono de Atlantis” é o pior filme dessa fase animada da DC pois o nível de ameaça não chega nem perto do que foi mostrado em “Liga da Justiça: Guerra”. O fato da nação submarina ser muito mais avançada que a nossa ou o tridente que o governante de Atlântida porta ser de origem mágica, uma das fraquezas do Superman, não justifica a trabalheira dada à Liga da Justiça.
A animação tem um ponto interessante: por se passar logo após os eventos de “Liga da Justiça: Guerra”, vemos que os super-heróis ainda não são uma equipe, trabalhando juntos, mas sem uma verdadeira cooperação. Isso mostra que esse universo animado se preocupou com o desenvolvimento da equipe ao longo das animações.
Esse arco dos quadrinhos dos Novos 52 serviu de base para o live-action do Aquaman, mas nesse ponto a animação da DC é milhões de vezes melhor quer o filme bobo e tosco protagonizado por Jason Momoa.
7ª Posição – Reino do Superman (2019)
Após a morte de Superman, quatro figuras misteriosas surgem alegando serem sucessores do Homem de Aço ou o próprio Kal-El: Superboy, Aço, Erradicador e o Superciborgue. No meio desse mistério, a sombra de Darkseid assoma sobre a Terra, pois sem o Superman, será que a Liga da Justiça será capaz de deter a ameaça vinda de Apokolips?
Aqui é necessário fazer uma observação: o arco dos quadrinhos “A Morte do Superman” e o “Reino do Superman” não fazem parte dos Novos 52, mas de forma inteligente e interessante, os responsáveis por essa fase do universo animado da DC, inserem a morte do Superman na história que vem sendo contada desde “Liga da Justiça: Guerra”.
Como o arco dos quadrinhos, “O Reino do Superman” não é tão empolgante quanto se espera. As HQs possuem uma vantagem que é da construir ao longo de meses o mistério se Superboy, Erradicador ou Superciborgue são Kal-El ressuscitado, além do desfecho nos quadrinhos ser muito mais brutal, com a destruição de Central City pelas mãos de Mongul, fato esse, que traria consequências gravíssimas para o Lanterna Verde Hal Jordan.
“O Reino do Superman” serve para encerrar a história contada em “A Morte do Superman”, mas como “Liga da Justiça: O Trono de Atlantis”, traz uma ameaça pouco convincente e só aparece à frente da animação do Aquaman, porque o perigo por trás dos Supermens é um pouco maior que Orm Marius.
6ª Posição – Liga da Justiça vs. Jovens Titãs (2016)
Damian Wayne é filho do Batman com Talia al Ghul, sucessora do líder imortal da Liga dos Assassinos, Ra’s al Ghul. Por ter sido criado desde o nascimento para ser o assassino perfeito, o Homem Morcego resolve mandá-lo para os Jovens Titãs para aprender a trabalhar em equipe. Lá ele conhece os demais integrantes da equipe e entre eles, Ravena, uma adolescente introvertida dotada de grandes poderes mágicos, que esconde um segredo que pode destruir a Terra.
Os Novos Titãs foram uma das equipes de super-heróis da DC que mais venderam quadrinhos, superando a própria Liga da Justiça, em seu ápice. A equipe de super-heróis tem arcos épicos como a “Saga da Estrela Negra”, “O Contrato Judas” e o “Terror de Trigon”; sendo esse último o que foi adaptada em “Liga da Justiça vs. Jovens Titãs”.
Trigon é a personificação viva do mal no universo DC, ou seja, uma ameaça do mesmo nível ou até mesmo maior que Darkseid.
Então com uma equipe tão conhecida e querida dos fãs e o Mal encarnado da DC dando as caras, porque essa animação está somente na sexta posição? Porque “Liga da Justiça vs. Jovens Titãs” esquece de dar a Trigon seu verdadeiro status ameaçador que lembro tão bem dos quadrinhos.
Lembro que nos quadrinhos, quando Trigon é libertado e solto na Terra, oceanos ficaram revoltos, o céu se escureceu e uma tempestade violenta tomou conta de todo o planeta. Além disso, Trigon transforma instantaneamente a Torre dos Titãs em pedra de onde contempla o que parece ser vários pilares distorcidos formados por toda a população da Terra, unidos e petrificados em eterna agonia, com a própria Liga da Justiça encarcerada nesses monumentos.
O que se vê nessa animação é um Trigon que se limita a andar, atirando raios pelos olhos nos prédios, enquanto a Liga da Justiça impotente, o ataca sem surtir efeito nenhum (pelo menos isso). Os lacaios do Mal encarnado da DC dão mais trabalho que o próprio chefão dele
“Liga da Justiça vs. Jovens Titãs” não é de todo mal, com a parte do desenvolvimento dos integrantes dos Jovens Titãs e o relacionamento entre eles sendo bem construído, criando o sentimento que eles são mais que um grupo de super-heróis, mas uma família. Outro ponto favorável é a relação de Damian Wayne com Trigon, que vai além do romance emergente com Ravena, que envolve Ra’s al Ghul.
5ª Posição – Liga da Justiça Guerra (2014)
Cinco anos se passaram desde o Ponto de ignição. O universo DC foi reiniciado e aqui vemos Lanterna Verde, Batman, Flash, Mulher-Maravilha, Superman, Shazam e Ciborgue no começo de suas carreiras de super-heróis ou suas histórias de origem.
Arrogância, desconfiança, receio e tragédia precisam ser superados por esses super-heróis se eles quiserem trabalhar juntos para enfrentar a ameaça do conquistador Darkseid.
O primeiro filme dessa fase do universo animado da DC é bem equilibrado tanto na narrativa como na ação. Todos os super-heróis são apresentados e tem seu momento na tela e Darkseid é uma ameaça que mesmo a ainda não formada Liga da Justiça só venceu por soberba e despreparo do regente de Apokolips.
Darkseid sola a Liga da Justiça, mesmo com o Spuerman boladão, mostrando que ele seria o oponente máximo dessa fase animada da DC.
Quase coloquei “Liga da Justiça: Guerra” em uma posição acima, mas as demais animações tem um algo mais que a história de origem da Liga da Justiça não tem.
4ª Posição – Liga da Justiça Sombria (2017)
Pelo mundo afora, pessoas estão tendo alucinações com demônios, as levando a cometerem os mais hediondos atos contra si e contra seus entes queridos. Desconfiado que essa ameaça tem origem mágica, Batman procura Zatanna para que eles encontrem o mágico falastrão e babaca John Constantine.
“Liga da Justiça Sombria” traz aquele John Constantine mais raíz, um pouco mais próximo dos quadrinhos “Hellblazer”, o que já confere um charme à parte a essa animação. O personagem é arrogante, debochado e manipulador, mostrando que está disposto a fazer o que for necessário para alcançar seus objetivos. Além disso, temos Matt Ryan dublando Constantine, conferindo novamente a melhor representação do mágico (desculpa aí Keanu Reeves).
Além de Constantine, temos os demais integrantes dessa equipe que a seu modo não são flores que se devem cheirar: Desafiador, Etrigan, Zatanna, Orquídea e Mosntro do Pântano. Todos eles são trágicos e fazem o que precisam mais por culpa do que por ser o certo. Difícil destacar um personagem, mas além e Constantine, gosto da história de Jason Blood e sua contraparte Etrigan, e Zatanna que é o mais poderoso ser mágico da DC.
E claro que temos o Batman, cético, tentando assimilar todas os eventos que ele entende serem impossíveis, acontecendo. E como esquecer dele assustando as entidades responsáveis por levar as almas para o inferno?
3ª Posição – Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips (2020)
Superman está completamente revoltado com Darkseid por ter tentando matá-lo. Dessa forma, ele convoca todos os integrantes da Liga da Justiça para levar a batalha até Apokolips e acabar com o novo deus de uma vez por todas. O que ele não esperava é que Darkseid já sabia dos planos de Kal-El e providencia a maior derrota que a Liga da Justiça já sofreu.
Essa animação causou discórdia por parte dos fãs dessa fase animada da DC, muito devido ao nível de violência apresentada. Minha opinião, é que essas reclamações não fazem sentido, pois o filme animado a seguir no nosso ranking apresenta violência, do seu jeito, no mesmo nível. E se não quer violência em um filme ou animação de super-herói então assista “Guardiões da Galáxia”.
A brutalidade apresentada em “Liga d Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips” faz total sentido, pois o que se pretendeu mostrar foi que Darkseid é um oponente implacável e que a morte de seus adversários nem sempre é a melhor solução. Para alguns que podem servir seus planos, ele os escraviza como Batman, Ciborgue e Flash e Mulher-Maravilha. Já para o Superman, Darkseid retira seus poderes de uma forma humilhante e o deixa vivo, para que se lembre de que nunca teve chance de vencê-lo.
“Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips” tem como peças-chaves Constantine (por isso o “liga da Justiça Sombria”), Zatanna de certa forma e Ciborgue. Constantine por ser moralmente duvidoso pode ser o fiel da balança contra um ser amoral e percebe o que precisa se feito para reverter toda a tragédia que a animação mostra. E é Zatanna quem ajuda Constantine. Já Ciborgue percebe que seu sacrifício é que pode colocar fim a ameaça de Darkseid.
Por falar em Ciborgue, parece haver um furo narrativo em relação a ele nessa animação. É através de seus olhos que Darkseid descobre o plano de ataque do Superman. E aqui fica a dúvida: o regente de Apokolips só conseguir “hackear” o super-herói agora ou ele já via pelos olhos dele desde sempre. Se for a segunda opção, então essa fase animada da DC acrescenta uma camada de sadismo a Darkseid, pois ele poderia ter acabado com a Liga da Justiça quando quisesse.
“Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips” tem muitos momentos trágicos como uma batalha final possui e uma pancadaria muito boa. O destaque na minha opinião é breve mais épico, que é quando Trigon enfrenta Darkseid e manda essa: “Agora novo deus, veremos quem vai comandar e quem vai servir.”
Aqui uma observação: essa animação adapta o arco dos Novos 52: “Guerra de Darkseid”, que tem a presença do Antimonitor. Como o ceifador de universos não foi apresentado, “Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips” resolveu colocar Trigon como o oponente de escala cósmica do regente de Apokolpis. Mas seria legal ver o Antimonitor nesse universo animado da DC (e não o lixo que mostraram nos filmes animados “Crise nas Infinitas Terras”).
2ª Posição – Liga da Justiça: Ponto de Ignição (2013)
Adaptação do arco homônimo dos quadrinhos, “Liga da Justiça: Ponto de Ignição” dá o pontapé para a fase animada dos Novos 52. Barry Allen não se conforma com a morte da mãe e usando os poderes que a Força da Aceleração lhe confere, resolve voltar no tempo e impedir a morte dela. Esse ato, faz com que todo o universo seja reescrito. Ao acordar, Barry não é o Flash, Superman não existe, o Batman é um vigilante no nível do Justiceiro e a Terra está às portas da destruição com a guerra chegando ao ápice entre a Mulher Maravilha e as amazonas contra Aquaman e os atlantes.
“Liga da Justiça: Ponto de Ignição” mostra as consequências da utilização de poderes gigantescos de forma irresponsável e egoísta. E para reforçar isso, a animação é visceral e brutal, com mortes impactantes, desmembramentos, sangue e destinos piores que a morte. Daí que fico pensando naquelas pessoas que reclamaram de “Liga da Justiça Sombria: A Guerra de Apokolips” justamente por esses motivos, acharem tão legal essa animação.
Essa animação possui um ótimo desenvolvimento narrativo e dos personagens, cenas de ações incríveis e como desfecho, reescreve novamente o universo, trazendo a fase animada da DC que estamos falando.
1ª Posição – A Morte do Superman (2018)
Superman é o protetor de Metrópolis e o maior guardião do nosso planeta. Amado e idolatrado, seus poderes e suas convicções serão colocadas à prova quando o imparável Doomsday chega à Terra e derrota toda a Liga da Justiça. Será que Kal-El será capaz de parar o Apocalypse?
Até pensei que “Liga da Justiça: Ponto de Iginição” deveria estar no topo, mas “A Morte do Superman” tem seus méritos que fazem dela a melhor animação dessa fase animada da DC.
“Liga da Justiça: Ponto de Ignição” até possui uma narrativa melhor e mais complexa, mas “A Morte do Superman” consegue rapidamente criar a conexão que precisamos com Superman para sofrer e torcer por ele na sua batalha contra seu algoz.
Doomsday é uma força bruta assassina. Sem pensamentos, ele é puro ódio e violência, matando tudo que está à sua frente. Mais forte, mais resistente e virtualmente incansável, vemos os esforços cada vez maiores do Superman para tentar deter essa criatura. E mesmo sem se segurar e usando seus poderes ao máximo, sentimos junto com o maior campeão do planeta, seu desespero diante de algo que ele não consegue deter.
Ansiedade, empolgação e tristeza são sentimentos que vão se misturando até o final de “A Morte de Superman”. Até hoje, fico estupefato com as demonstrações de força, magistralmente animadas, de Superman e Doomsday. Ansioso e apreensivo por ver que Kal-El não consegue derrotar Apocalypse e triste ao ponto de encher meus olhos de lágrimas pelo desfecho que dá nome a essa animação.
“A Morte do Superman” possui momentos épicos como a luta feroz da Mulher-Maravilha contra o Apocalypse e toda a porradaria do Superman e Doomsday.
Com uma narrativa simples que consegue transmitir o que precisa para nos importarmos com os personagens e com a história e uma pancadaria sem limites que nenhum live-action ou outra animação conseguiu trazer, “A Morte do Superman” é o melhor filme dessa fase animada da DC!
