SINOPSE: Em 1878, 292 guerreiros desonrados são atraídos para um jogo mortal com um prêmio tentador: 100 bilhões de ienes. A competição começa no Templo Tenryuji, em Kyoto, e segue até Tóquio, onde apenas um sobrevivente será recompensado. Cada participante recebe uma etiqueta de madeira, e o objetivo é simples: roubar as peças dos outros e chegar à capital. Entre os competidores está Shujiro Saga, que entra na disputa para salvar sua esposa e filho doentes. Conforme o jogo avança, lealdades são testadas e os participantes enfrentam dilemas morais em sua luta pela sobrevivência.
A Netflix, dentre todas as plataformas de streaming, é a que mais traz produções realizadas fora dos EUA. Dentre os países, o Japão é um dos países com mais filmes e séries na plataforma da Tu Dum. Uma dessas produções nipônicas que me chamou atenção foi a série “Até o Último Samurai”, baseada no romance “ikusagami”, de Shōgo Imamura.
A primeira coisa que me chamou atenção em “Até o Último Samurai” é a forte semelhança com “Samurai X”, muito pelo período do Japão em que a série se passa: a era Meiji, que foi de 03 de fevereiro de 1868 a 30 de julho de 1912. Nessa fase, o Japão passou a ser comandado pelo Príncipe Mutsuhito, que passaria a ser conhecido como Imperador Meiji, então com 15 anos de idade, acabando com o sistema feudal de 256 anos do Xogunato Tokugawa. Essa alteração no poder japonês, promoveu profundas mudanças, políticas, econômicas e culturais, sendo os samurais, um dos mais afetados.
O samurais que antes lutavam pelos daimiôs, passaram a servir o imperador. Com a instauração do serviço militar em 1872, o Japão organizou um exército moderno segundo o modelo alemão, com a utilização de armamentos como fuzis e canhões, fazendo os samurais perderem espaço e prestígio; até que 1876, através do Édito Haitō, eles foram proibidos de andar com espadas.
Esse período específico da era Meiji se tornou prolífico para produções japonesas e por isso “Até o Último Samurai” e “Samurai X” se assemelham tanto, pois ambas se passam em 1878, um ano após a Rebelião de Satsuma, liderada por Saigō Takamori, o mais famoso e último grande conflito samurai contra o Império Meiji.
A primeira coisa que me chamou atenção em “Até o Último Samurai” é a forte semelhança com “Samurai X”, muito pelo período do Japão em que a série se passa: a era Meiji, que foi de 03 de fevereiro de 1868 a 30 de julho de 1912. Nessa fase, o Japão passou a ser comandado pelo Príncipe Mutsuhito, que passaria a ser conhecido como Imperador Meiji, então com 15 anos de idade, acabando com o sistema feudal de 256 anos do Xogunato Tokugawa. Essa alteração no poder japonês, promoveu profundas mudanças, políticas, econômicas e culturais, sendo os samurais, um dos mais afetados.
O samurais, obrigados e lutar pelo daimiô, seguindo o bushidô, passam a servir o imperador. Com a instauração do serviço militar em 1872, o Japão organizou um exército moderno segundo o modelo alemão, com a utilização de armamentos como fuzis e canhões, os samurais foram perdendo espaço e prestígio, até que 1876, através do Édito Haitō, eles foram proibidos de andar com espadas.
Esse período específico da era Meiji se tornou prolífico para produções japonesas e por isso “Até o Último Samurai” e “Samurai X” se assemelham tanto, pois ambas se passam em 1878, um ano após a Rebelião de Satsuma, liderada por Saigō Takamori, o mais famoso e último grande conflito samurai contra o Império Meiji.
A diferença que existe entre “Rurouni Kenshin” e “Até o Último Samurai” é que no anime o plano de Shishio Makoto é dominar o Japão e devolver os samurais fiéis a eles o seu status anterior, enquanto que na série da Netflix além de parecer ter uma trama golpista, visa o expurgo definitivo desses guerreiros.
Mas são nos personagens apresentado em “Até o Último Samurai” que as semelhanças com “Rurouni Kenshin” ficam mais fortes. A maior conexão entre essas duas produções fica muito evidente quando analisamos os protagonistas: Kenshin Himura, conhecido como Battousai, o Retalhador, e Shujiro Saga (Junichi Okada) que recebeu a alcunha de Kokushu, o Homicida.
Ambos os personagens possuem passados sangrentos que querem esquecer e que por razões diferentes, precisam desembainhar a espada. Mas enquanto Kenshin possui uma força de vontade maior, se recusando a matar mesmo quando além do limite; Shujiro após enfrentar seus demônios interiores, não receia em executar seus oponentes.
Ambos os protagonistas possuem “amigos” que são samurais talentosos que entraram para a polícia, mas que possuem objetivos divergentes: Hajime Saitou (que descobri que realmente existiu) tenta reacender a chama assassina de Kenshin, enquanto Hanjiro Nakamura (Yasushi Fuchikami) quer matar Shujiro pelo passado que os dois compartilharam.
Não está convencido ainda? Ambos os protagonistas possuem mestres excêntricos e lendas na arte da espada. Kenshin foi treinado por Seijuro Hiko e Shujiro era um dos herdeiros de Gentosai (Hiroshi Abe).
À medida que você assiste “Até o Último Samurai”, outras semelhanças com “Rurouni Kenshin” vão surgindo, mas a série da Netflix possui uma identidade própria, principalmente em relação à trama principal e as subtramas apresentadas.
Como disse antes, a trama central de “Até o Último Samurai” parece ser algo mais que uma simples tomada de poder, mas uma vingança particular contra os samurais existentes no Japão e para isso o Mastermind, o promotor do Battle Royale, manipula os zaibatsu, famílias poderosas e ricas da era Meiji, e o próprio governo para alcançar seu objetivo. Inclusive o plot twist envolvendo o Mastermind é muito bom.
As subtramas basicamente envolvem rivalidades entre samurais, mas uma se destaca que é a caçada do Gentosai aos seus herdeiros, sendo um deles, o nosso protagonista Shujiro. Conhecido como “O Monstro”, temos uma amostra do seu talento quando ele encontra dois de seus sucessores. Havendo uma renovação devemos ter uma das melhores batalhas de “Até o Último Samurai”.
Por falar em combate, “Até o Último Samurai” empolga com ótimas cenas de combate e ação. Como são o cerne da série, essas sequências foram muito bem desenvolvidas, com coreografias fluidas e muito fáceis de acompanhar. Posso dizer que dentro das limitações orçamentárias, estão no mesmo nível do live-action de “Samurai X” e dentre todos os embates da primeira temporada destaco o de Shujiro vs. Sakura e Gentosai vs. Sansuke e Shikura.
Além do roteiro muito bom e das ótimas cenas de luta, “Até o Último Samurai” ainda possui personagens carismáticos. Mesmo aqueles com aspecto caricato comuns em animes e outras produções japonesas, são cativantes de alguma forma como Kyojin Tsuge (Masahiro Higashide), o ex-ninja do clã Iga, ou o infame Bukotsu Kanjiya (Hideaki Ito).
O criador da série, Junichi Okada, espera uma renovação por parte da Netflix para poder encerrar a história iniciada na primeira temporada, pois vários ganchos interessantes foram deixados como o objetivo final do Mastermind e a confronto do Gentosai com seus antigos herdeiros. Se depender da recepção do público, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,6/10 no IMDb, a renovação de “Até o Último Samurai” deve ser anunciada em breve.
Para os fãs de “Samurai X”, essa primeira temporada veio não prometendo nada e entregando tudo. Dessa forma, encerro essa resenha dizendo que vale muito a pena assistir a “Até o Último Samurai”!
Ficha Técnica:
Título Original: Last Samurai Standing
Título no Brasil: Até o Último Samurai
Gênero: Ação
Temporada: 1ª
Episódios: 6
Criadores: Junichi Okada
Produtores: Shinichi Takahashi, Kosuke Oshida, Junichi Okada
Diretores: Michihito Fujii, Kento Yamaguchi, Toru Yamamoto
Roteiro: Kento Yamaguchi, Michihito Fujii
Elenco: Junichi Okada, Yumia Fujisaki, Kaya Kiyohara, Masahiro Higashide, Shota Sometani, Taichi Saotome, Yuya Endo, Taiiku Okazaki, Kairi Jo, Yasushi Fuchikami, Takaaki Enoki, Yoshi Sakou, Satoru Matsuo, Toshihiro Yashiba, Daisuke Kuroda, Mitsuo Yoshihara, Wataru Ichinose, Takashi Sasano, Yuya Matsuura, Ryudo Uzaki, Arata Iura, Tetsushi Tanaka, Ayumu Nakajima, Riho Yoshioka, Takayuki Yamada, Kazunari Ninomiya, Hiroshi Tamaki, Hideaki Itō, Gaku Hamada, Ryusei Yokohama, Hiroshi Abe
Companhias Produtoras: Office Shirous, Netflix
Transmissão: Netflix
