SINOPSE: Após o inesperado suícido do marido, Beth (Rebecca Hall) passa a viver sozinha em sua casa à beira do lago. Tentando superar essa trágica morte, ele começa a ter sonhos e visões perturbadoras de uma presença na casa. Indo contra o conselho de seus amigos, Beth começa a investigar os pertences e o passado do falecido, em busca por respostas, descobrindo segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.

Com um trailer que mostrava uma espécie de mundo invertido e “duplos”, “A Casa Sombria” era um dos filmes de terror mais esperados por mim esse ano. Ao terminar de assistir ao longa-metragem saí me sentindo enganado, como uma amiga minha disse.

Mas antes de falar dos motivos para eu ter me sentido enganado, vou falar do ponto forte de “A Casa Sombria”: o terror psicológico que está impregnado em quase todos os 108 minutos de exibição.

A angústia e inquietação que Beth sente são repassados com força total ao espectador. Fiquei incomodado praticamente em toda a exibição do filme, tendo pouquíssimos momentos em que consegui respirar tranquilamente. O terror psicológico de “A Casa Sombria” é extremo e um dos melhores longas-metragens que já assisti desse subgênero do cinema.

E muito desse terror psicológico se deve ao suspense e mistério que o filme possui. A cada nova pista que Beth descobre, a cada novo segredo revelado, novas perguntas inquietantes são feitas, colocando Beth em uma espécie de círculo sem fim que só tem sua resolução ao fim não do longa-metragem.

Sendo embasado fortemente no terror psicológico, “A Casa Sombria” não tem muitos jumps scares. Porém, o longa-metragem tem uma cena em específico envolvendo garotas correndo na floresta, que fez meu coração fazer parar por um momento. Achei que o susto que tomei no início de “Um Lugar Silencioso 2” seria o maior do ano, mas esse superou, hebehehehe.

Porém, apesar desses fatores positivos, “A Casa Sombria” não é àquilo que foi vendido nos trailers. Esperava uma trama com “duplos” e mundos invertidos e não achei nem um, nem outro. À medida que Beth vai investigando sobre o suicídio do marido, descobrimos a real razão da outra Beth e de uma casa ao contrário descoberta por ela.

Essas resoluções à respeito da outra Beth e da casa invertida são ruins? De forma nenhuma, mas quando você espera uma coisa e recebe outra, mesmo ela sendo muito legal também, é difícil não ficar um pouco decepcionado.

O final do filme, na minha opinião é algo que pode sacramentar “A Casa Sombria” para alguns como um ótimo filme ou transforma-lo em uma história ruim para outros. A entidade que está assombrando Beth, quando revelada, me fez lembrar de “Supernatural” na hora, mais precisamente a décima terceira temporada e a morte de Castiel (para quem é fã dos irmãos Winchester, o que acabei de escrever é um puta spoiler).

Preciso encerrar essa resenha com meu veredicto e seria injusto da minha parte se dissesse que esse filme é ruim, pois mesmo com essa “enganação” a que fui submetido e um desfecho que foi “legal, mas né…”, vale a pena assistir “A Casa Sombria”.

Ficha Técnica:

Título Original: The Night House

Título no Brasil: A Casa Sombria

Gênero: Terror Psicológico

Duração: 108 minutos

Diretor: David Bruckner

Produção: David S. Goyer, Keith Levine, John Zois

Roteiro: Ben Collins, Luke Piotrowski

Elenco: Rebecca Hall, Sarah Goldberg, Evan Jonigkeit, Stacy Martin, Vondie Curtis-Hall

Companhias Produtoras: Anton, Phantom Four Films, TSG Entertainment

Transmissão: Searchlight Pictures

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Publicado por Marcelo Santos

Quase biólogo, formado em Administração. Maníaco desde criança por filmes e séries. Leitor assíduo de obras de ficção, terror, fantasia e policial.

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